{#109.257}

Deixar a porta aberta para quem quiser entrar.

Deixar a porta aberta para quem quiser sair.

Seguir em frente. Sempre a olhar em frente de passo firme.

{#108.258}

Desconstruir a ansiedade. E procurar estratégias para conseguir geri-la agora que se instalou.

“- Vai correr tudo bem. Prometo.”

Vai…porque é a única hipótese. Nem que tenha que recorrer ao plano B, C, D até ao Z se for necessário.

Vai correr tudo bem. Se até a Primavera volta sempre…!

{#107.259}

De novo, riscos na pele. Só não entendo porquê. Ou, pelo menos, para quê. Só sei que servem de aviso para o que vai cá dentro. Turbilhão de emoções quase à flor da pele, ansiedade ao rubro, medo, insegurança. Muito medo. Muita insegurança. Muita ansiedade.

De novo, riscos na pele.

{#106.260}

Mudar de perspectiva continuando a olhar para cima.

E aquele frio na barriga de quem tem um gut feeling e não gosta de o ter. Pode ser apenas medo e insegurança. Vai ser só isso. Vai? Vai ter que ser só isso.

Mas continuo a olhar para cima e também para a frente. E esqueço-me constantemente de estar no momento e tento sempre olhar mais à frente do que agora. De que me serve isso para além do aumento da ansiedade? Nada. Não me serve de nada e não me deixa tranquila.

A ansiedade. O gut feeling. E eu no meio. Sem saber se mudo já de direcção ou se me mantenho e espero para ver.

Tento tanto mudar de perspectiva… Tanto! Mas o medo…o medo, a insegurança, a ansiedade e o gut feeling.

Olha para cima e muda a perspectiva!

Vai correr tudo bem! Vai! Correr! Tudo! Bem!

Fica no momento. No aqui e agora. No momento presente do agora mesmo. O que vier logo se enfrenta. Agora? Agora calma. De que adianta voltar a perder o sono?

Respira. Muda a perspectiva. Mantém o olhar lá em cima e a cabeça no momento.

Prometo que vai correr tudo bem.

{#105.261}

Lembra-te: tu és capaz de tudo.

Olha para cima. Foca-te no azul se o houver no lugar das nuvens. Tu és capaz de tudo.

Esquece a sensação de abandono ou rejeição e foca-te em ti e no que és capaz. Tudo o resto se irá endireitar. E o que tiver que ser será.

Não dês demasiada importância ao que não a tem. Já sabias que o não era garantido.

Continua o teu caminho, sem pressa. Mas não percas Tempo.

Gosta de ti. Cuida de ti. Olha por ti. Foca-te em ti. Tudo o resto virá depois.

Mas nunca te esqueças: tu és capaz de tudo.

{#104.262}

Se não agora, quando?

E eu vou esperando. Até ao dia em que não esperarei mais.

Quid pro quo, Clarisse. Quid pro quo.

{#103.263}

Quem é que não sonha sonhos impossíveis?

Todos os dias os sonho. Todos os dias me parecem mais impossíveis do que no dia anterior. Mas nem por isso desisto deles totalmente. Mesmo que acabe a bater com a cabeça na parede.

{#101.265}

Descansar à força. Não poder sair de casa.

Tentar recuperar para continuar o caminho. Em frente.

{#100.266}

Rotina, consulta de.

Mais do mesmo. E derrubada por uma constipação.

{#98.268}

Às voltas com a ansiedade, mais calma hoje do que ontem. Mas presente na mesma.

Ansiedade não sobre o que pode vir, ansiedade sim de expectativa de quando será que vem.

Já tenho idade para saber que não vale a pena a ansiedade e que criar expectativas nunca é uma boa opção. Mas, apesar da idade, continua o meu constante perfil adolescente.

Não é uma boa opção. Mas eu teimo em não medir os riscos das expectativas.

{#97.269}

Há duas formas de lidar com a ansiedade: fazer de conta que não existe, que não está lá e suportar todos os sintomas que moem e chegam a doer ou olhá-la de frente e desconstrui-la até encontrar o ponto de origem.

Opto pela segunda hipótese. Desconstruo a ansiedade até lhe encontrar a origem. E aí lido com o desconforto dos sintomas de outra forma. Não que passem completamente mas o mal estar torna-se mais leve e mais fácil de gerir. Ao ponto de ser possível ocupar as mãos para ocupar a cabeça com outras coisas.

Encontrando o ponto de origem da ansiedade é possível, quando está ao meu alcance, terminar com ela. Mas na maior parte das vezes não é isso que acontece.

Como agora.

Ansiedade instalada. Sei exactamente porquê. Mas não depende de mim terminar com ela. Por isso resta-me olhá-la de frente e lidar com os sintomas que incomodam e moem e doem. E que se misturam com as borboletas na barriga e me deixam inquieta e impaciente.

A ansiedade vai passar. E sei exactamente quando isso vai acontecer. Para, uns dias depois, voltar até se concretizar aquilo que me deixa neste estado.

Até lá? Até lá vou esperando. Porque, como dizia ontem, vai correr tudo bem.

{#96.270}

Vês que, afinal, nem sempre os filmes que fazes na tua cabeça têm razão de ser?

Pensamento positivo, menina. Desconstruir a imagem distorcida que tens da realidade, largar os teus medos, olhar para cima antes de desistires. Mas, por outro lado, ainda bem que tentas sempre mais uma vez antes de desistires de vez. Como hoje. Tinhas optado por desistir para acalmar a ansiedade, mas decidiste por um last shot. E valeu a pena. Ou não? A ansiedade agora é outra, mas é daquela boa, de borboletas na barriga.

Andavam adormecidas, não andavam? Quase esquecidas porque ultrapassadas pelo medo. Mas é tão bom senti-las, não é?

Vai correr tudo bem. Vais ver que sim! Está lá tudo. E por muito que tantas vezes tenhas uma visão distorcida de tanta coisa, se calhar nem tudo está distorcido. E também isso é tão bom.

Já viste como há tanta coisa bonita à tua volta? Nem tudo é mau e cinzento e feio.

Agora descansa e acredita que sim, que está tudo lá e vai correr tudo como desejas. Porque também mereces coisas boas a acontecer contigo.

Acredita. Sempre. Olha em frente. Olha para cima. Vês como o sol está de volta e os dias são bonitos novamente mesmo depois de tanta chuva?

Acredita. Sempre.

Vai correr tudo bem. E vai ser bom. Porque também tu mereces.

{#95.271}

Porque também olho para cima. Porque já tinha saudades de sentir o Sol na pele. Porque são as pequenas coisas que me fazem parar e simplesmente senti-las.

Sim, são as pequenas coisas que contam. Porque sei que não é só a mim que o Sol aquece a pele.

{#94.272}

Se me chamares, atendo. Até lá, não incomodo. Porque primeiro tenho que me proteger a mim.

Em tudo, se me chamarem atendo. Mas preciso de aprender a proteger-me primeiro.

E teimo em não aprender.

{#92.274}

Um bocadinho como o tempo: a aparvalhar. E a perder cor. A cor.

……não quero voltar para trás. Não posso. Mas só posso depender de mim própria.

{#90.276}

“Sê o amor que nunca recebeste.”

Mesmo que insistentemente te pisem, te façam sentir uma pedra no caminho ou algo que está a mais, sê amor. Daquele que ainda hoje te negam o direito por te fazerem sentir uma intrusa, alguém que não pertence ali mesmo que ali seja o teu lugar desde sempre.

Sê amor.

Não sei ser outra coisa. Não sei ter outra coisa para dar.

Também sei ser pedra mas sou acima de tudo amor.

Ainda que não o queiram receber, é o que sou.

Sou aquilo que nunca recebi.

Sou amor.