{#199.167.2019}

Há 5 anos a esta hora começava a queda que dei que quase me derrubou nos anos seguintes. Há 5 anos a esta hora informava da minha gravidez.
Há 5 anos a esta hora chorava como nunca tinha chorado antes.

5 anos depois, ainda me lembro de tudo o que foi dito (e como foi dito) e do que senti. Ainda me lembro onde estava, como estava. Onde foi e como foi.

Começava o pesadelo há 5 anos a esta hora.5 anos depois muita coisa aconteceu. Fui onde nunca tinha ido no carrossel comboio fantasma montanha russa que não precisa de moedas chamado Depressão. Conheci em mim coisas que não fazia ideia serem possíveis, e não foram coisas boas.

Mas 5 anos depois consigo dizer que sobrevivi ao pior que já vivi. Não sei dizer se já estou em paz com o que se passou, sei apenas que com muita ajuda e muito trabalho interno hoje estou serena.

Chorei muito nestes 5 anos. Mas já não choro há tanto tempo que já não sei quanto tempo se passou desde a última vez que chorei.

O meu caminho ainda não terminou. A luta é constante, permanente. E por muito que tantas vezes diga que estou cansada de lutar, não vou desistir. Muito menos agora, que estou o melhor que já estive nestes últimos 5 anos.

A memória de calendário é tramada e está aí a fazer-se presente. Já sei que os próximos dias serão de reviver e revisitar Julho de 2014. Mas este ano parece que será mais sereno. Parece. Não sei se posso garantir.

Há 5 anos a esta hora chorava. Hoje, 5 anos depois, não choro nem tenho vontade.

“You turned the page. I burned the book.”

5 anos.

E continua a parecer que foi ontem.

Mas recuso-me a baixar os braços e a desistir. De mim.

{#197.169.2019}

Já devias saber: não serve de nada chateares-te por causa de alguém que não te respeita. Nem adianta perderes o bom humor por esse motivo.

Felizmente há também pessoas que te devolvem o sorriso e o bom humor logo pela manhã.

Porque “felizmente há mensagens”.

{#196.170.2019}

Sabes que estás no bom caminho quando Julho já não é tão negro como uns anos antes…

Já tinha saudades do mês de Julho como ele é e não como ele foi.

{#193.173.2019}

“Felizmente há mensagens.”

Sim. Felizmente há mensagens. E isso, parecendo pouco, é o suficiente.

“Pensamento positivo.”

Não fazes ideia do quão positivo é o pensamento. Por isso é que há mensagens. Por isso é que ainda há mensagens.

Mantenho que os pequenos nadas podem ser tanto mais do que apenas isso, nadas. São muito mais do que podia esperar até há pouco tempo.

Se quero mais? Claro que sim. Mas “felizmente há mensagens”.

{#192.174.2019}

Dar. E receber.

Dou. Mas também recebo. E hoje comecei o dia a receber.

Pequenos nadas, mais uma vez. Mas que me confortam. Que me preenchem o vazio dos dias sempre iguais.

Dou. Mas, pelos vistos, também recebo. E sorrio só porque sim.

{#191.175.2019}

4a feira, o dia que nem sim, nem não. Como tudo o resto neste momento: nem sim, nem não.

Não é negativo. Mas também não é muito positivo. É uma espécie de neutro. E se por vezes o neutro é bom, outras vezes queria mais.

Como agora.

Mas mantenho-me quieta no meu canto. Até ver.

{#190.176.2019}

Quieta no meu canto. E sossegada, à espera.

E percebo, mais uma vez, que ficar quieta no meu canto também traz resultados.

Mantenho o passo firme retraído. Quieta no meu canto.

{#189.177.2019}

Passos firmes também se retraem.

Não ando para trás, mas também não avanço. Fico, mais uma vez, quieta no meu canto.

Até ver…

(mesmo que me esteja a roer por dentro para não ficar quieta…mas não posso, não pode ser. Quieta é a melhor opção. Quieta é a única opção. Pelo menos por agora…)

{#187.179.2019}

Tento não olhar para trás no tempo. Há memórias que não quero reviver.

Tem sido mais fácil não olhar para trás. Tem sido mais fácil não reviver outros tempos.

Tenho estado mais serena. Mais tranquila.

Mas o caminho ainda não terminou.

{#186.180.2019}

Mantenho o passo firme. Custe o que custar. E às vezes custa. Mas ainda assim mantenho o passo firme.

Não volto para trás porque esse não é o meu caminho. Nem tenho vontade disso, na verdade. Mas por vezes parece que o caminho em frente está de alguma forma fechado.

Não está. Simplesmente é desconhecido, simplesmente está ainda por explorar. Mas por vezes parece-me que é um caminho vedado, sem rumo, sem destino. Mas vou manter o passo firme e acreditar que tudo vai correr bem.

Vai. Vai correr tudo bem e vai correr como eu quero. Só falta a coragem para dar só mais um passo para deixar de ser totó. Antes que seja tarde demais.

Porque o que não depende só de mim pode fugir-me a qualquer momento e isso não sei se iria aguentar. Por isso tenho que dar esse passo em frente o mais breve possível.

Mas sempre firme e segura.

{#185.181.2019}

Há dias em que não há nada a declarar.

Como hoje. Que não houve quebras de rotina, apenas mais um dia igual aos outros.

{#184.182.2019}

Às vezes esqueço-me que há sítios bonitos tão perto. Até que um dia vou até lá e esqueço-me do dia que foi aborrecido até lá chegar.

{#183.183.2019}

Dias que passam a correr incomodam quase tanto quanto dias que passam devagar. Apenas porque correm sem razão e sem destino. Pelo menos agora é assim que se passam os dias. Fogem-me sem sentido quando o que eu queria mesmo era que corressem preenchidos.

Ainda não foi hoje que se quebrou novamente a rotina. Nem nada o fazia prever. Mas só com quebras de rotina é que eu entendo que os dias corram.

Amanhã logo se vê a que velocidade se vai passar o dia. Não quero que se alongue sem pressas, mas também não quero que me fuja.

E a quebra de rotina há-de surgir noutro dia qualquer. Só não acredito que seja amanhã.

{#182.184.2019}

“Às vezes parece que é o Universo a compensar”…

Sim. Às vezes parece que é o Universo a alinhar-se para compensar momentos menos bons. Só é preciso que eu própria colabore com o Universo, porque sozinho não faz milagres.

Mas gosto de pensar que sim, parece que o Universo sabe o que faz e trouxe-me algo de bom para compensar o resto.

Só falta agora ganhar coragem e deixar de ser totó.