{#343.23.2016}

Sair de casa mesmo que não apeteça. O primeiro dia de férias foi assim, a olhar para cima.

Tenho que repetir amanhã.

{#342.24.2019}

Foi já há 3 anos que perdi a minha melhor amiga. Parece que foi ontem…

Apesar da presença da Sushi, ainda sinto muito a falta da Maria André.

3 anos já…

{#338.28.2019}

Ainda te lembras dos primeiros tempos? Em que éramos novidade e tudo parecia alinhar-se?

Lembro-me disso muitas vezes e continuo a achar que tudo se alinhava não por mero acaso mas porque sim, porque era suposto. E continuo a achar que sim, que era mesmo suposto e continua a ser.

Encontrei o tal ponto luminoso por cima do ombro, o teu. E tenho medo de o perder por inépcia minha.

Há muito tempo que não digo isto: tenho que deixar de ser totó. E fazer o que já devia ter feito há algum tempo.

Mas, infelizmente, não depende só de mim. Embora eu continue à espera de uma oportunidade para te dizer o que guardo comigo.

Até quando?

Não sei…

{#337.29.2019}

Tempo para nós. Tempo nosso. É importante termos esse tempo. Tempo que serve só mesmo para isso, ser nosso e responder às nossas necessidades.

Há quem não tenha esse tempo para si. Porque há o trabalho, outras actividades que não sendo trabalho também o são, tanta coisa que acontece ao mesmo tempo que acaba por não haver esse tempo.

Mas esse tempo é tão importante. Aprendi que não tenho tempo para perder Tempo. E por isso me custa ver que há quem não tenha tempo para si e não se preocupe por aí além com isso…

É só um desabafo, sem importância. Porque o que importa mesmo é que tenho saudades. E não há tempo para as matar…

Talvez um dia… Talvez.

{#336.30.2019}

Foi há 3 anos que recomecei a trabalhar por conta de outrem. Lembro-me que estava frio e eu estava assustada, com medo de falhar e que a experiência não durasse mais que umas quantas semanas.

Estava um caco emocional. E fui atirar-me para a boca do lobo: atendimento telefónico. Que já tinha experimentado mas que nunca é igual.

Não sei como consegui superar todos aqueles receios e todas as fragilidades que levava comigo. Quando ainda me era difícil dormir, por exemplo. Quando chegava ao trabalho 45 minutos antes porque tinha medo de me atrasar. Quando o mundo não fazia qualquer sentido mas era preciso trabalhar.

Os primeiros dois anos foram assim. Estranhos. Duros. Um caos. Há um ano terminou a linha de atendimento e mudei de equipa. Para o bem e para o mal, tudo mudou. Continua a ser difícil. Mas hoje já com uma estabilidade que há 3 anos não tinha.

Já não estou um caco. Mas também não poss dizer que estou a gostar do que faço. Ou melhor, gosto. Mas há pormenores que me agastam. Enfim…

3 anos hoje. 3 anos depois posso dizer que sobrevivi. E que continuo a lutar todos os dias por um bocadinho mais de estabilidade emocional que, apesar de estar em paz, ainda me é frágil.

3 anos. E parece que foi ontem.

{#335.31.2019}

Novamente Dezembro. Parece que estive aqui ontem.

É preciso fazer deste mês algo especial. Ou então fica só estranho mais um mês igual aos outros.

{#334.32.2019}

Um dia de cada vez. Fugindo do frio e do vazio. Mais um sábado que passou e já não volta. Sem nada a assinalar.

Preciso tanto de mudar este registo.

{#332.34.2019}

Eu tento desistir. Mas tu não deixas…

Não vou voltar atrás. Vou deixar as coisas tomarem o seu rumo.

O que tiver que ser, será. O que tiver que acontecer, acontecerá. Se não acontecer é porque não era para ser.

Apenas não posso continuar à espera. É difícil suportar tanta espera, tanta incerteza. E por isso desisti de tentar.

Mas tu vens sempre quando eu desisto. Mesmo sem saberes.

{#331.35.2019}

Dia de deitar a toalha ao chão. Mesmo antes de ter dito o que guardo comigo.

Estou cansada. De esperar. Waiting and hoping. For nothing to happen.

Mereço mais do que isto. E já passei por esperas antes que deram em nada.

Por isso desisto. Irei ainda dizer o que guardo comigo, mas já não será ao vivo, olhos nos olhos. Será à distância. Porque tenho que o fazer. Por mim, apenas.

Mas por agora desisto. Mais uma vez. Mas não posso desistir de mim. Porque mereço mais. Porque também tenho direito a mais do que apenas esperar por uma aberta numa agenda que não é minha.

Mais uma vez digo, para não me esquecer e não voltar atrás: desisto.

Mereço mais do que isto.

(se fico triste? Claro que fico. Mas não há muito mais que possa fazer.)

{#330.36.2019}

Hoje, como há 5 anos, a chuva.

Há 5 anos marcava o dia 100. Os primeiros 100 de 500 dias contados numa recuperação que foi lenta, que demorou o tempo que precisou de demorar e que não sei se já terminou. Depois desses 100, depois desses 500 dias já muitos outros se seguiram. Tantos que já lhes perdi a conta.

Mas continuo uma espécie de contagem que só a mim faz sentido. Embora já não precise de contar os dias, preciso ainda de me lembrar que cada um deles conta. Porque cada dia é único. Como hoje, como há 5 anos.

Não iria querer repetir este dia de há 5 anos. São memórias que não quero reviver. São de ficar lá atrás, no lugar delas.

E hoje novamente a chuva, logo de manhã e sem chapéu, para começar o dia encharcada. Mas feliz.

Porque, sei-o hoje, sou mais feliz hoje do que há 5 anos neste dia.

{#329.37.2019}

Tenho, muitas vezes, vontade de escrever como noutros tempos. Mas não me saem as palavras como saíam.

Sou hoje mais tranquila. Ou estou? Há diferença entre ser e estar e ainda não percebi onde me posiciono nesse campo neste momento. Sei, sim, que as palavras hoje me custam a sair.

E por um lado ainda bem. É sinal que já não ando no carrossel montanha russa que não precisa de moedas e que me fazia vomitar palavras no éter.

Sempre fui de palavras. Sempre fui de escrever. E por isso me custa quando elas, as palavras, não me saem ou saem vazias, quase banais.

Um dia de cada vez. Até aqui, na escrita. Quem sabe um dia não escrevo uma carta bonita para dizer o que guardo comigo, já que está tão difícil de conseguir falar? E só de pensar que tenho que o dizer falando a vontade de o escrever aumenta.

Sim, talvez um dia escreva uma carta. Mesmo que não chegue a enviá-la.

Por agora vou tentando escrever o nada que são os meus dias, sempre iguais, sempre vazios de emoções porque são chatos.

Sim. Vou escrevendo os meus dias. Porque às vezes esqueço-me que até o dia mais vazio pode trazer algo de bom e é ao escrever que me recordo disso. Por isso mantenho a tentativa de escrita diária.

{#328.38.2019}

Esperar. Sou perita nisso. Mesmo que esperar signifique acabar por perder.

Ainda assim espero. Até um dia me cansar. E desistir.

{#327.39.2019}

Mais uma vez, repeti o passo que precisava de dar. Mais uma vez, não está de novo nas minhas mãos.

Estou cansada do frio. E da indefinição. E dos fins de semana vazios.

Estão quase aí as férias. E aí vou ter que me organizar para que não sejam duas semanas vazias como os fins de semana estão a ser.

Espero agora por novidades que já não dependem só de mim.

O frio ainda agora chegou. Esse sim, vai demorar a passar.

{#326.40.2019}

Eu e ela, só e a sós.

Mas de hoje não passa dar um novo passo em frente para dizer o que guardo comigo.

{#324.42.2019}

Seguir em frente mesmo quando o caminho parece difícil. E às vezes é. Mas seguir em frente, sempre.

Amanhã será melhor. E quem sabe amanhã dou um novo passo novamente.