{escrever ou não escrever. escrever sempre}

Escrever é terapêutico. Por isso escrevo. De preferência à noite, quando são horas de dormir mas a cabeça está a mil.

Como ontem. Ou como hoje à tarde. Quando, com poucas horas de sono em cima, queria dormir e não podia.

E é a escrever com sono e a cabeça a mil que os filtros caem. E nada do que fica escrito faz sentido. Ou se calhar faz. Mas não faz. Nem tem que fazer. Talvez faça mais tarde, quando voltar a ler. Com a distância que o tempo nos traz sobre aquilo tudo porque passamos ou vivemos ou escrevemos ou sentimos ou queremos ou sonhamos ou nada disso, mas tudo.

Como tudo, nada tem que fazer sentido no imediato. Acabará por fazê-lo depois.

Como tudo o que foi escrito ontem. À noite. Depois de um dia com tanto e tão pouco e tanta coisa e nada e sempre muito, porque de pouco se faz muito.

E o que foi escrito à tarde é a sequência do que não me deixou dormir à noite. Porque a cabeça, essa, sempre a mil. Confusa. Ou nada confusa. Sei lá. Sei lá o que é isto. Sei lá o que vai aqui dentro. Sei que falo de bichos e borboletas e dessas coisas.

Mas não falo de sorrisos ao canto da boca. Pequeninos mas não tímidos, apenas escondidos porque sim, porque para já são para serem vistos apenas por quem têm que ser vistos. Ou apenas sentidos. Sentidos por mim. Porque me é importante, tanto, sorrir. Devagar. Sem pressas.

E sim, há sorrisos e bichos e borboletas. Mas apenas porque sim, porque gosto de estar cá. E a companhia, essa, em existindo é sempre boa. Porque não sendo boa não é companhia, não existe, não conta.

Continuemos em boa companhia, então =)

E sim, continuemos a escrever. Sempre.

{comentários}

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.