Dos sorrisos

Apetecem-me aqueles sorrisos pequeninos ao canto da boca, meio tímidos, meio escondidos. Mas sorrisos bons. E que dizem tudo. Ou que não precisam de dizer nada, porque está lá tudo.

São sorrisos ao canto da boca que acompanham o sorriso dos olhos, que se baixam não para fixar o chão ou o vazio, mas porque jogam o jogo do faz de conta, da sedução, da entrega.

São sorrisos ao canto da boca de quem já se apaixonou e só deu por isso quando se apercebeu da presença desses sorrisos. Que sabem tão bem. Quem preenchem e aquecem. E aconchegam mesmo quando tudo à volta parece ter desmoronado.

Apetecem-me esses sorrisos. E tudo o que esses sorrisos significam. E tudo o que esses sorrisos trazem de volta.

……e acredito que sim, que esses sorrisos estão cá. Se não sempre, quase sempre. E, penso, estão cá agora também. E concluo o óbvio: devia apaixonar-me mais vezes. Já lhe sinto a falta.

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