Ponto de Fuga

Diz a Wikipédia que um “ponto de fuga é um ente do plano de visão, que representa a intersecção aparente de duas, ou mais, retas paralelas, segundo um observador fixo. Todo o ponto de fuga situa-se na linha do horizonte.” É assim, dizem, que se cria a prespectiva.

Para mim, um ponto de fuga é aquele local, certo ou incerto, certo ou errado, onde posso refugiar-me com tempo, sem pressas, sem pressões, sem prazo para voltar. É aquele local onde posso estar e ser e sentir e ficar. E pôr as coisas em prespectiva.

Um ponto de fuga não serve, nunca poderia servir, para fugir aos problemas. Porque os problemas, esses, encontram-nos sempre, porque vão, estão, connosco sempre. Mas num ponto de fuga, com tempo, sem pressas, sem pressões, sem prazo, os problemas que vão, que estão, connosco começam a ser vistos por outra prespectiva. Aquela de quem tem tempo, sem pressas, sem pressões, sem prazo, para gerir e digerir tudo o nos rodeia.

Não tenho um ponto de fuga neste momento. Vou ter que o encontrar em mim, cá dentro. Bem no fundo de mim onde acho que não encontro respostas. Ou pelo menos as respostas que me pedem. Daquelas sem tempo, com pressa, com pressões, com prazo. Respostas sem prespectiva correcta ou corrigida. Quando tudo o que preciso é de tempo. Para mim. E um ponto de fuga. Também ele para mim.

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