Monthly Archives: September 2014

#day28

Dia comprido e sem rumo. Completamente à nora depois de uma entrevista inesperada para o projecto dos 25 anos que abraço com gratidão. Mas que me levou ao passado recente e reabriu feridas. E me deixou perdida novamente, sem rumo, com a sensação de me faltar um porto de abrigo. Mas que, no fundo, sei que tenho.

O melhor do meu dia, no meio deste caos? Dar seguimento à “Campanha Contra a Solidão e Depressão das Caixas de Correio! Ah! E o Bullying das Contas Para Pagar!”.

Porque aquela coisa do Amor, aquele do A maiúsculo, não é só receber. É também dar. E retribuir o que nos é dado.

Hoje retribuí em jeito de postais. Outros dias vou dando. Porque gosto de dar. Dar, simplesmente. Dar abraços, dar beijos e beijinhos, dar as mãos, dar ouvidos, dar tempo, dar ombros, dar sorrisos. Dar de mim.
E dar coisas também. Flores. Vinho. Cartões com pequenos recados. Café. Sobremesa. Seja o que for.

Dou porque gosto de dar. E em troca não peço nada. Mas retribuo o que me dão. Porque o tal Amor do A maiúsculo também é isto tudo. E só por haver espalhado por aí um bocadinho mais de Amor, um bocadinho mais de mim, um dia dorido, confuso, de olhos molhados, de puro desnorte, um dia assim fica logo melhor.

E ainda há ali postais sem dono. Por isso, quem quiser alegrar a caixa do correio sinta-se à vontade para enviar a morada por mensagem.

E haja mais Amor, por favor ♥

PS: já não se fazem marcos do correio como antigamente =(

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#day27

“Sometimes it’s ok if the only thing you did today was breathe”.

Já houve dias melhores que o de hoje, melhores que os últimos.

Já houve mais vontade de fazer mais do que apenas respirar do que hoje.

Já houve mais facilidade em sorrir do que hoje.

Já houve noites mais tranquilas do que a última, sem sonhos que me trazem memórias recentes e me fazem passar por tudo de novo.

Mas também já houve dias e noites piores.

E depois há a praia, à porta de casa, que estupidamente não aproveito tanto como podia. Como posso. Como preciso.

Biquini em casa? Não faz mal. Arregaçam-se as calças e espera-se pela chegada das ondas, pelo choque da água fria.
As ondas chegaram, subiram, molharam. Mas o choque da água fria foi substituído pela surpresa de um mar de água quente. Mais quente dentro dela do que fora.

A vontade? Era ficar ali. À espera das ondas. E deixar-me ir, assim, sem mais.

E depois lembrei-me que são estas pequenas surpresas de água quente que fazem tudo o resto valer a pena. E só por isso solto um sorriso. Pequenino, mas um sorriso ainda assim.

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#day26

Havendo o arroz doce da mamã, um dia menos bom acaba por melhorar.

Os triglicéridos dispensavam o arroz doce, mas o colesterol está muito bom e recomenda-se. E mimo de Mãe é mimo de Mãe ♥

{não há vinho, há arroz doce. É quase a mesma coisa. Só que não.}

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#day25

De hoje:

– regressar ao sítio onde percebi que sim, é possível encerrar capítulos em paz, com paz. Onde é possível falar de tudo sem grandes limitações de tempo. Mesmo percebendo que há feridas que ainda doem. Já menos, mas ainda assim doem;

– ser convidada a dar a cara pelos 25 anos de um projecto que sempre se respeitou. E que depois de conhecer na primeira pessoa posso dizer “ainda bem que este projecto existe”. E se antes o respeitava, hoje entendo na pele a sua importância. E acredito nele. E por estar tão grata aceito dar a cara por ele…{mais sobre este assunto a seu tempo e se realmente for para a frente};

– ir buscar, de surpresa, o sobrinho Minhoca e ser recebida com um sorriso de felicidade e de braços enrolados no pescoço da tia;

– ser recebida pelo ‪#microsobrinho Pipoca em puro êxtase;

– ter os dois sobrinhos, em coro, a chamar pela tia;

– abraços e beijos e beijinhos em simultâneo aos dois na hora de vir embora e dizer ao Minhoca “sabes uma coisa?”, o quê, tia? “gosto muito de ti”, oh, mas isso eu já sabia, tia! E ambos encolhermos os ombros e rirmos;

– tempo para pensar novamente. Pensar em tanta coisa, que parece pouca mas é imensa. Enxugar lágrimas que, afinal, ainda despontam facilmente. E voltar a pensar. Em tudo. E em nada. E voltar a confirmar certezas. E voltar a questionar incertezas. Sem questionar questionando[-me];

– sorrir. Sim, sorrir apesar das lágrimas e das feridas ainda abertas. Porque, apesar de tudo, valeu a pena. Ou “valeu a pena”. Por ter aprendido tanto e ter ganho tanto quando achava que tinha perdido tanto, ou até mesmo tudo. Na verdade ganhei muito. Nunca mais do que o que perdi, mas ganhei tanto. E sou grata por isso;

– voltar para casa antes do previsto e perceber que já chega de fugir. O meu ponto de fuga vai estar lá sempre, para conseguir colocar as coisas em perspectiva. Mas é tempo de parar e deixar de fugir. De mim. De nada mais.

Hoje? Foi um dia se calhar um bocadinho menos bom, mas bom ainda assim. E as certezas, essas, ficam comigo. Todas.

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#day24

Final de dia em tons de rosa. Dizem que é sinal de dia quente amanhã.

Como têm sido todos os últimos, com chuva ou sem ela.

Final de um dia com muito tempo para pensar, para apagar o que não interessa, confirmar algumas certezas. Pensar e repensar algumas incertezas. Vontade de fazer perguntas, sabendo ou não as respostas antecipadamente.

Bolas de sabão, portanto. Cheias de cor, de todas as cores. Mas que vivem apenas no aqui e agora.

Ainda assim, ou até mesmo por isso, mais um dia em paz, com um sorriso tranquilo =)

{e em “estágio” para um novo capítulo}

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#day23

Estar em Paz é das melhores coisas. Dos melhores sentimentos, das melhores sensações, das melhores emoções, dos melhores estados.

E eu, finalmente, estou ♥10599338_10152465731188800_6921001028506433260_n

#day22

Diz que é bom. Muito.
Mas tem um problema: ao 4• copo é impossível não me rir mesmo quando se fala de assuntos sérios…ups!

E a Lua Cheia a acompanhar? Perfect! ♥10647114_10152464460148800_2424333802220606264_n

#day21

Dia longo, corrido e cansativo. Mas com mimos do #microsobrinho pela manhã e uma conversa breve mas cheia com o sobrinho Minhoca, por telefone, ao final do dia. “Eu quero que tu venhas para aqui agora” e o meu sorriso abre no meio do cansaço ♥

Pelo meio, padrões que se repetem. Alguns tento pará-los, outros faço por mantê-los.

No fim, uma Lua excepcionalmente linda.

E eu? Grata. Por tudo. Por todos ♥

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#day20

Do dia de hoje, “apenas” isto:

– há coisas {e sítios} que não se explicam, apenas se vivem e se sentem =)

Muito obrigada pelo dia de hoje ♥10616571_10152459396108800_4664133850005470782_n

#day19

Do dia de hoje:

– acordar às 5h30 da manhã para ir para uma feira não é obrigatório, mas para ir para a Estrela é quase. Porque me sabe bem, tanto, chegar lá logo após a abertura do Jardim e ver o dia a acordar. Quantas vezes não cheguei lá ainda de noite? =) este é, provavelmente, o Jardim mais mágico de Lisboa. Só assim explico porque me obrigo a sair de casa tão cedo quando não há real necessidade disso.

– ver o dia a acordar no Jardim da Estrela é ser sempre bem recebida, seja pelos gansos, seja pelos patos, que àquelas horas tomam conta do Jardim e passeiam livremente. Hoje fui recebida por uma feliz família de patos crescidos e patos canucos. Se os adultos não se aproximam, o mesmo não se pode dizer dos canucos amarelos que vieram direitinhos dizer-me bom dia e sussurrar-me que hoje ia ser um dia bom.

– das visitas, a única não desejada era a que mais tempo ficou presente: a chuva. Mas nem por isso me tirou a vontade de ficar ali. E se a manhã foi bastante molhada, a tarde foi de Jardim preenchido de gente ♥

– dores nos pés, dores nas pernas, dores nas costas. A humidade entranhada. O cansaço. O sono. Tudo isto é saldo positivo, porque é sinal que se fez e faz o que se gosta, com chuva ou sem ela.

Agora? É tempo de fechar mais um dia, descansar o corpo com o coração cheio de coisas boas. Porque, amanhã, há novo regresso ao Jardim da Magia ♥10268495_10152456649708800_1793641429565083930_n

#day18

De hoje:

– tirar sangue nunca foi uma aventura tão grande como a desta manhã. Veias envergonhadas e várias tentativas.

– a confirmação que muita gente fala primeiro e pensa depois. Ou não pensa sequer. E ao fazê-lo abre nos outros feridas que irão demorar algum tempo a sarar. Conversar sobre isso e perceber que as lágrimas estão mais presentes do que julgava.

– tudo pronto a horas decentes para amanhã sair de casa a horas indecentes rumo ao Jardim da Estrela.

– sorrir realmente feliz de cada vez que oiço o zurrar do burro aqui do bairro. Ainda não sei onde ele está, mas já decidi que é o meu burro de estimação e tenho que lhe arranjar um nome.

No final, e apesar de tudo, não foi um dia bom, mas também não foi mau. Apenas menos bom. E sim, as saudades visitaram-me e as memórias também. E essas visitas nem sempre são fáceis.

Mais um dia se passou, mais um dia em que sou grata. Por tanta coisa, por tudo ♥

E mais um dia em que digo: mais Amor, por favor ♥
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#day17

Da série “o Amor, aquele do A maiúsculo, também é isto”, parte II.

Chegar a casa depois de {mais} uma semana longe de casa. Abrir a caixa do correio e, para além das contas para pagar, dois postais à minha espera. Curiosamente enviados exactamente no mesmo dia, por duas pessoas que não se conhecem e de locais tão distintos com Ferreira do Zêzere e Zadar, na Croácia.

Sim, o tal Amor do A maiúsculo também é, sem dúvida, isto. Estes gestos. Porque há pessoas que se dão ao trabalho de dispensar alguns minutos do seu tempo para alegrarem a minha caixa do correio. E tão bem que estes gestos, aparentemente pequenos, me sabem ♥

Sou uma sortuda em ter {tantas} pessoas assim na minha vida, essa é que é a verdade =)

E sou tão grata por isso ♥ cada vez mais!
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#day16

Um dia todo ele esquisito. Estranho. Com um sabor agridoce.

E no final a certeza que existem demasiadas Leonores.

Acabou por se tornar num não tão happy day pelas notícias da Leonor. Mas cada vez mais tenho a certeza que cada dia que por cá estamos é um happy day.

#makeeachdaycount

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#day15

Uma espécie de maratona de trabalho desde as 11 da manhã, com pausa para almoço, lanche e jantar.
Não fossem as dores nas costas e continuava-se.
Linha de montagem a 3 pares de mãos e trabalho bastante adiantado.

E cor por todos os lados ♥

Se eu gosto do meu trabalho? Tanto! ♥

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#day14

Dizem as regras da boa vizinhança que devemos sempre cumprimentar os vizinhos, mesmo que estes nos acordem de manhã a horas quase impróprias =)

{mais um dia no campo, com passagem matinal por Mafra e café com conversa em frente ao convento e, novamente, as certezas, as confirmações. Ter notícias boas de pessoas a quem queremos bem. Trabalho pela tarde fora, e também à noite, em família. Ver a lua. As estrelas. Ouvir a bicharada aqui à volta. A calma. O sossego. A tranquilidade, a minha. O aqui e agora, novamente e cada vez mais. ♥}

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