Do Amor, aquele do A maiúsculo

O Amor, aquele do A maiúsculo, também é isto. É escrever em jeito de desabafo que Yann Tiersen tinha concerto marcado para dia 19 de Outubro. E que seria um plano perfeito para esse dia, na altura ainda tão longínquo. E dizerem-me, como resposta, pessoalmente, alguns dias depois “vamos ver o que conseguimos”. Não, não foram estas as palavras exactas, essas guardo-as para mim, porque só a mim foram ditas e para mim. Mas a mensagem era esta. “Vamos ver o que conseguimos”.

E poucos dias antes de dia 19, quando já nem sabia os dias que marcavam o calendário, quando já não pensava no concerto, quando já Outubro corria solto, “arranja lá a tua companhia, temos dois bilhetes para ti”.

Bilhetes de primeira plateia, 4ª fila, praticamente a meio, com uma proximidade brutal de um palco que se revelou minúsculo para tanta energia, tanta força, tanta intensidade de música. E enorme por me sentir tão pequena no meio de tanta genialidade.

Esqueçam Amélie. Yann é, sempre foi, tão mais do que Amélie, já de si genial. Mas é tão mais do que apenas Amélie. É uma força do Universo, que se entrega a cada música com a intensidade de quem Ama o que faz.

E o Amor, aquele do A maiúsculo, também é isto: são os bilhetes, é a entrega. Sim, é tudo isto também.

E fica-me na memória, fica-nos na memória, aquilo que não é possível descrever.

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