Monthly Archives: October 2014

#day57

Não há Pontos de Fuga.
Não há Faróis.
Não há pirilampos nem bolas de sabão.
Não há sistemas elevatórios, não há roldanas, nem cabos de suspensão.

Há dias bons, menos bons. Há dias maus, menos maus.
Há dias que não são nada disso, apenas estranhos. Muito. Muitos.

Há dias cinzentos, frios, com ou sem chuva, mais ou menos chuva.

Mas para lá do cinzento, do frio, da chuva, há o Sol. E há a Lua. E, por hoje, para hoje, saber isso é o suficiente. Para acreditar. Para agradecer. Por mais um dia, antes que se esgotem.

#stillmakingeachdaycount

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#day56

Reminder to self: num momento pode estar a cair um dilúvio e logo a seguir estar céu azul e um sol esplendoroso.

E é assim em tudo. Não, não posso esquecer.

Ainda em modo “deixem-me ser, deixem-me estar”. Um dia passa. Um dia volta a melhorar.

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#day55

If you have nothing to be grateful for, check your pulse.

Dia de sofá+manta+filmes. E vontade de sossego. Sem ouvir ninguém. Vontade não concedida.

Dia de “deixem-me ser, deixem-me estar”.

Amanhã será melhor.1800435_10152537405513800_7698727321389298056_n

{do Tempo que passa}

O Tempo, dizem, dizem-me, é o melhor remédio. Cria distância, apaga dores, atenua saudades até mesmo do que não podia ser. Mas não apaga memórias.

Memórias do que durou pouco tempo mas que foi um longo tempo dentro do que pode ser.

Memórias de cada um dos dias. Todos eles marcados na memória quase como marcados na própria pele. Mas especialmente o último. O pior de todos. Revivo-o todos os dias, mesmo que à distância do Tempo pareça, e esteja, já tão longínquo.

Mas revivo esse dia todos os dias. Porque a memória, seja ela do que senti, do que vivi e especialmente do que vi não se apaga. Nem tão pouco se dilui na névoa do Tempo que passa.

E as saudades, mesmo daquilo que não pode ser, ficam…

#day54

Andava há meses à procura disto. Edição limitada, dizem eles. É pena, digo eu. Demasiado bom para ser limitado ♥

E assim se adoça um sábado preguiçoso de Outono que ainda não se aceitou que já se instalou.

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#day53

O grande responsável pelos meus elevados níveis de exigência no que diz respeito a sushi, Sensei Julio-San ♥
Ele e toda a equipa que aterrou com ele há 8 anos no Campo Pequeno. Bons tempos, bom sushi, boa equipa, boa gente.
Hoje, 6 anos depois, cafezinho como se o tempo não tivesse passado e como se não houvesse um oceano inteiro pelo meio.

É tão bom estarmos com as pessoas de quem gostamos ♥

Obrigada, Júlio!10659415_10152531916843800_2357648077340799168_n

#day52

Dia demasiado lento, demasiado longo, demasiado cinzento.

Mas com pingos de cor aqui e ali.

E muita espera.

E a confirmação de que, para termos a certeza das respostas, temos que fazer as perguntas. Que continuo sem fazer. Já passou demasiado tempo. Já não faz{em} sentido.

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#day51

Dizem que os primeiros 50 dias são os mais difíceis. E esses já ficaram para trás.

Agora é seguir em frente e procurar sempre pontos de cor mesmo nos dias mais cinzentos. Nem que seja preciso ir buscar cor ao que já foi. Porque a cor, essa, fica cá sempre.

E, ao dia 51, olho para trás e penso “vê só onde já chegaste”.

Sim, há caminhos difíceis de percorrer. Mas necessários. Mesmo que sejam caminhos a percorrer a sós, mesmo que por vezes escuros, chuvosos e doridos. Mas avança-se, sempre.

Por isso, venham daí os próximos 50 dias.

{e é tão importante parar por um bocadinho todos os dias para percebermos que ser feliz é tão mais simples e fácil do que tantas vezes pensamos…}

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#day50

Aqui mal se vê. Mas está lá. O Mar.
Como a Lua, quase cheia, que hoje não se vê mas está lá.

Como tantas pequenas outras coisas que nem sempre se vêem, mas estão lá. E só por isso são enormes ♥ e só por isso valem a pena.10665109_10152524217633800_7482437280775918155_n

#day49

Hoje, na caixa do correio, “beijinhos de Barcelona”.

E não é preciso mais nada ♥

Obrigada, Luís =)10473740_10152520897538800_280920669174195670_n

#day48

Acordar às 5h30 da manhã dói? Dói.

Sair de casa antes das 7h da manhã dói? Dói.

Mas entrar em Lisboa assim compensa. Muito. Tanto!

Dêem-me o nascer do Sol e estão a dar-me tudo ♥1969116_10152518125103800_7560040829723984836_n

Da vulnerabilidade da mente num corpo exausto

Num corpo dorido do peso dos dias que começam ainda de noite, atravessam a manhã ainda a correr, sobrevoam a tarde e terminam com o brilho da Lua que marca presença sempre.

Num corpo que pede descanso, a mente solta-se, liberta-se de filtros e vagueia em ideias recorrentes de reciprocidade. De afectos. De sorrisos escondidos ao canto da boca. Não. Escondidos não. Assumidos. Como o brilho nos olhos que se detecta à distância e não precisa de legendas. A tradução é óbvia. É clara. E é simples.

E é nessa vulnerabilidade da mente que o corpo exausto procura o corpo conhecido onde encaixar. Pernas que procuram pernas para se enrolarem. Dedos que procuram dedos para se entrelaçarem. Olhos que procuram olhos para devolver o brilho dos sorrisos. Dos sorrisos assumidos, pintados de beijos que são sopro de vida.

E com essa vulnerabilidade da mente num corpo exausto é deixar-me levar sem pressas porque o tempo não tem pressa nem tem tempo para se perder. E é ficar assim, quieta, a viver o momento, em silêncio porque as palavras são dispensáveis quando os olhos já disseram tudo e o sorriso denunciou o que assume.

É simplesmente deixar-me ficar com dedos a enrolar o cabelo, a arrepiar a nuca. Sem mais que não seja tudo.

E é viver nessa bola de sabão até ao próximo nascer do Sol, mesmo que o Sol apague a Lua.

Porque nessa vulnerabilidade da mente num corpo exausto, sem filtros, sem freios, sem receios, nada mais importa que não seja tudo. E tudo, sendo tanto, pode ser tão pouco como uma bola de sabão ou o nascer do Sol. E eu quero o nascer do Sol.

#day47

2 horas mal dormidas a noite passada? Check!
2 feiras praticamente em simultâneo? Check!
Sorriso bom porque sim e porque é tão fácil deixarem-me com um sorriso no rosto? Check!
Boa companhia? Check!
Abraços apertados e beijos e beijinhos cheios de mimo só porque sim? Check!

Cansada? Triple check!
Sono? Error 404 file not found.

Mas está mais do que na hora de prestar contas à cama.

Amanhã mais um dia de feira no Jardim da Estrela e ainda ver navios na terra de ninguém ♥10670226_10152515566703800_5651799444646241905_n

#day46

Depois do dia de ontem que terminou já hoje, com o sol já lá em em cima. Depois de uma maratona de trabalho até às 5h30 da manhã porque eu gosto mesmo é de trabalhar durante a noite. Tudo pronto para o fim semana no Jardim da Estrela ♥

Slings, capas para livros, pulseiras, bolsas e bolsinhas, tantas coisas, tão cheias de mim =)

Agora, arrumar o que falta e dormir. Amanhã é dia de ver o nascer do sol. E as saudades que eu tenho do nascer do sol ♥

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#day45

Down the memory lane ♥

Tenho poucas fotografias minhas. Desde sempre. Felizmente há quem tenha muitas. E hoje tem sido uma visita ao baú em grande.

E o que eu já me ri com isto hoje? =D
Obrigada, Pi ♥ ♥1966694_10152509937198800_2797371380814123756_n

#day44

De hoje e ainda um bocadinho de ontem:

Dois postais que quase se julgavam perdidos e que acabaram por chegar hoje a bom porto, um de férias e um cor de rosa como eu. E um carneiro cor de rosa para alguém cor de rosa de signo Carneiro com ascendente em Carneiro não pode ser mera coincidência ♥

Já o disse antes, mas repito-o: estes pequenos gestos que são enormes fazem parte daquilo que é o Amor,aquele do A maiúsculo. É dar tempo do nosso tempo para fazer os outros felizes ♥ e sou tão grata por cada postal que recebo precisamente por isso!

E é também Amor, aquele do A maiúsculo, preocuparmo-nos com aqueles que levamos e guardamos no lado esquerdo. E é-o também estendermos a mão. E eu estendo. E entendo quando não posso fazer mais que isso. Não posso? Posso. Não de forma visível, palpável, tangível, mas posso desejar com todas as forças que o dia de amanhã seja melhor que o dia de hoje. Mesmo que amanhã seja, ainda, pior que o dia que vem depois.

Amor, aquele do A maiúsculo, é também quando, no meio de um susto, de uma preocupação particular, alguém de fora nos ouve, nos ajuda, se preocupa como nós mesmo por alguém que não se conhece. E ainda assim vem a preocupação e o querer saber se, afinal, depois do susto está tudo bem ♥ e sou tão grata por isso também!

Amor, aquele do A maiúsculo, é sentir que um “jantar de aniversário” com mais de 6 meses de atraso até faz sentido e é uma ideia bem recebida, mesmo que de início pareça meio pateta. E por isso sou grata também, pelas pessoas lindas que tenho ao meu redor e me fazem acreditar cada vez mais nessa coisa do Amor, o tal do A maiúsculo ♥

E, apesar do susto, do medo, da preocupação por quem trazemos do lado esquerdo, hoje foi {mais} um dia bom ♥

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