#day123

Diz que é uma espécie de selfie. Ou um retrato que é um retalho de um dia a correr.
Que ainda está longe, tão longe, de terminar. O dia e a correria. Porque amanhã é dia de regressar ao Jardim mais catita de Lisboa, o da Estrela.

E não havendo tempo para reflexões, ficam os reflexos da Confeitaria Nacional. “Mais de 100 anos de bom crédito”, dizem. E há tantos anos que lá não ia que quase parecem 100.

{apesar da correria, de andar em contra-relógio, soube-me tão bem ir à Baixa da minha Lisboa que acordou escondida pelo nevoeiro e que demorou a mostrar a luz única que lhe conheço. O almoço sentada no chão em plena Praça do Rossio porque “lá dentro não se aguenta o barulho e confusão e está-se tão bem ao sol”, o café na Confeitaria e confirmar que há espaços que não mudam e ainda bem, voltar ao comércio tradicional onde não ia há tanto tempo mas onde sou recebida sempre com um sorriso ao longo destes anos todos como se tivesse ido lá na véspera.
Passar no mercado da Praça da Figueira para encontrar “companheiros de armas” que a cada novo dia confirmamos que são, de facto, pessoas especiais e ao mesmo tempo cruzar-me com quem já foi especial e que, percebo agora, já deixou de ser.
Apesar da correria, do barulho, da confusão, Lisboa faz-me bem… ♥ }

…e afinal ainda houve tempo para reflectir para lá do espelho… =)
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