Monthly Archives: January 2015

#day166

“You had me at Hello”… ♥

A embalagem é uma graça {“Nice to sweet you”…”Is it me you’re looking for?” ♥ } e o interior delicioso.

Conheço pessoas assim também. E conheço também as que têm uma embalagem perfeita mas absolutamente sem conteúdo ou com um conteúdo sem um mínimo de qualidade.
Felizmente também conheço as outras, cuja embalagem deixa algo a desejar mas cujo conteúdo é perfeito, rico, doce, genuíno.

Não, não ligo às embalagens. Aprendi com o tempo. E aprendi também que quem dá mais importância à embalagem do que ao conteúdo tem, por norma, um interior muito pobrezinho.

Embalagens, para mim, só mesmo a dos chocolates Lindt ♥10269469_10152793304523800_7709078482170237110_n

#day165

Hoje troquei a minha Maria pelo “meu” Gaspar.
Há muitos anos que não namorávamos. Ou pelo menos ele comigo. Hoje voltámos aos mimos e ronrons ♥10945009_10152790585168800_3287796383970182853_n

#day163

24 horas depois de 94 dias.
Tranquila. Em paz. Comigo e com o Mundo.
Quando um não quer, dois não dançam. E castelos, daqueles com pontes, e árvores, daquelas com raízes fortes, não sem mantêm do ar.

Zangada? Teria muitos motivos para o estar. Não estou.
Triste porque os dias se ficaram pelos 94? Não. Na verdade contente porque foram 94.

Onde, de certa forma, cresci. No meio de um processo que é só meu. E aprendi. Ou recordei. Ou reafirmei. O que quero mas, mais importante, o que decididamente não quero.

Kooka no longer has a boyfriend. But Kooka is happy that way.

E à volta há outros castelos que se desmoronam e que me entristecem pela forma como vão abaixo quando o verniz parte e não suporta mais a máscara.

E outros há que se constroem que me deixam tão feliz por eles e pelo que se avizinha.

O Mundo é um lugar estranho? É. E é por isso mesmo que “isto” é uma aventura.

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#day162

Da bipolaridade dos dias:

– por um lado, a certeza que quanto mais o verniz estala mais a máscara se desfaz. O que {me} surpreende aqui foi a capacidade de se manter a máscara por tantos anos. Quase 9 anos é muito tempo. Caiu agora…e não me surpreende o que agora se vê;

– por outro lado, receber um telefonema com a confirmação que sim, existe bonança depois da pior das tempestades. E sim, estou muito feliz com essa bonança! E só isso me faz um dia estranho transformar-se num dia bom ♥10952106_10152782877718800_8356509249676564695_n

#day161

O que é que faz tudo valer a pena? Ele[s].

O que é que transforma um dia mau, que começou mal e foi piorando com o passar das horas, num dia menos mau?
Ele[s].

Não, nem sempre é fácil. Nada, mesmo. Mas depois há este Amor imenso, este Amor maior, que acalma e aconchega e rouba sorrisos.

Há dias maus. Que magoam. Que doem {ainda} bastante. E há, haverá sempre, injustiças. E há medos, dúvidas, angústias, inquietações, tantas e tão fortes.

Mas também há momentos tão bons, por muito curtos que sejam, que valem tanto a pena… ♥1508091_10152780878098800_5867916779919805437_n

#day160

1. “Tia, queres jogar um jogo comigo?” claro que quero, respondo-lhe. “Então vamos jogar este que o pai me deu. Sabes jogar? Eu sei!”
E cai-me a ficha que o Miguel está mesmo crescido quando o jogo que ele não sabe se a tia sabe jogar é um jogo de Damas.
Divide as peças, “eu fico com as claras, tu ficas com as escuras”, coloca-as certinhas no tabuleiro.
E sabe perfeitamente jogar. “Esta ainda não posso comer. Mas esta já posso.” e avança e joga e come as peças.
Sabe jogar Damas e eu penso “bolas! O meu menino já deixou mesmo de ser o bebezolas da tia, está tão crescido e ainda falta um mês para fazer 5 anos…” (ainda…? Ou já?!)

2. Está a brincar encostado às minhas pernas. Digo-lhe “Pipoca, deixa a tia tirar uma fotografia”. Diz logo que sim, afasta-se 2 metros, vira-se, faz pose e deixa-se ficar muito quieto até ouvir o disparo do telemóvel. Vem a correr, “quero ver o Pipo”. E vê e ri-se. E deixa tirar mais e quer ver todas. “Vem para o colo, vamos tirar fotos aos dois” e vem, aninha-se, faz caretas e carinhas, manda beijinhos e faz adeus. E quando o telemóvel demora muito a disparar pergunta “oooh…então?!”. Dispara, puxa o telemóvel, vê a fotografia, ri-se, “o bebé e a tia!”…

Estão os dois uns crescidos. Enquanto um já sabe jogar Damas como ou sem batota (e sabe perfeitamente fazer batota!), o outro repete vezes sem conta “oooh…então?!” quando as coisas não correm como o previsto.
Enquanto um foge de abraços e beijinhos, o outro atira-se de cabeça quando a tia chega, grita muito alto “tiiiiiia”, e estica os beiços esticadinhos para dar beijinhos e enrosca-se para abraços.
Enquanto um diz, no alto dos seus quase 5 anos, que “tia, as miúdas estão LOUCAS com a Violetta. LOU-CAS!”, o outro encolhe-se e entra em pose de Lobo mau, com as mãozinhas num gesto de “anda cá” e vai atrás de toda a gente para pregar sustos.
Enquanto um fica muito concentrado a “desenhar coisas giras”, o outro vai brincando com as canetas e os lápis.
Enquanto um faz contas (como assim, já faz contas?!), o outro mete as mãos nos bolsos e assume pose de mini-mânfias, com ar de quem aos dois anos e 13 dias já tem a escola toda.

Crescidos, muito, os dois. E fazem-me sentir tão pequenina ao lado deles…

Os meus meninos estão um espectáculo, é o que é. Giros em todos os sentidos. E eu cada vez mais apaixonada por cada um deles, de igual modo apesar de serem tão diferentes um do outro. Enquanto um sempre foi um pacífico dia de Verão, o outro é o rei dos furacões no auge da época das tempestades.

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#day158

Café na rua, sem casaco, cachecol e afins? Sim, hoje foi possível.

{e a esta hora, 20h52m, outro café no mesmo sítio nas mesmas condições? Acho que vou conseguir sobreviver ao Inverno, afinal…}

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#day157

Noites mal dormidas. Ou simplesmente não dormidas. Passadas em claro na escuridão que vai cá dentro onde se escondem todos os demónios.
E como demónios é à noite, nas minhas noites, que se soltam, divagam e me visitam.

Sim, ainda tenho um longo caminho a percorrer.

O medo, as memórias, as dúvidas, as inquietações, as inseguranças. No fundo, os demónios. Conheço-os todos. Sei o nome de cada um. Mas nem por isso somos amigos.

Mas mesmo no turbilhão das visitas destes demónios há certezas. Que guardo comigo. Mesmo que em simultâneo me assaltem dúvidas infundadas de castelos no ar.

Há pontos de luz no meio da escuridão. Há pingos de cor no meio do cinzento.

E só por isso vale a pena continuar a percorrer o longo caminho que tenho pela frente. O meu caminho. O meu percurso. O meu processo.10487594_10152771481828800_2942963286452245382_n

#day156

156 and counting.

No dia em que deixar de contar: ou me afundei completamente ou terei dado por concluído todo um processo que é exclusivamente meu. Mas do qual faz parte tanta gente. Os que estão, os que não estão, os que chegam, os que se deixaram ficar pelo caminho. Os que sempre estiveram, os que nunca quiseram estar.
Todos fazem parte. Todos são importantes.

Porque todos, sem excepção, me mostram o caminho. Para onde quero e para onde não quero ir. O que quero e o que não quero fazer.
O que gosto e o que não gosto de sentir.

Um dia de cada vez. Um passo atrás do outro.

E hoje, mais do que nunca, sei o que quero. Mas mais importante ainda o que não quero.

As presenças, assim como as ausências, marcam o passo, marcam o ritmo.

Para já, bebe-se mais um café. No final de mais um dia, o dia 156, novamente sem histórias e sem História. E às vezes é tão bom que assim seja.

E continuarei a contar os dias para me relembrar, sempre, que é preciso parar para pensar, reflectir, sentir, agradecer e avançar.


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#day155

Farta.
Do frio. De me mascarar de cebola, tantas são as camadas de roupa. Cebola com tendência para chouriço. Fartinha, tanto, de pés gelados mesmo com 3 pares de meias.

Farta também da areia nos olhos (note to self: comprar nova embalagem de gotas. Para ontem!), de nariz em modo torneira e de lenços de papel.

Farta também de histórias que não fazem História. Especialmente por serem mal contadas e repetidas.
Farta de falsas verdades que não quero chamar mentiras mas que o são na verdade.

Cansada também. De tanta coisa que não cabe aqui mas que faz parte do meu caminho, do meu processo. Que cansa e faz tropeçar.

O caminho é longo. Ainda é. E é bem-vindo quem quiser fazer parte dele. Quem não quiser também não é obrigado.

Por outro lado, sozinha ou não sozinha, é um dia de cada vez, um passo atrás do outro, com mais ou menos tropeções. Com mais ou menos equilíbrio. Mas para manter o equilíbrio é necessário seguir em frente. Não é essa a regra fundamental para andar de bicicleta? =)

Com mais ou menos frio, façamo-nos à estrada então. Com quem está e com quem não está, mas sempre em frente ♥10943036_10152767517678800_1524211377273063789_n

#day154

Dia mais triste do ano, dizem. Blue Monday, chamam-lhe.
Se é, não sei. Sei que é triste o rombo no orçamento depois de uma bateria nova para o Descascadinho Kookamóvel. Mas, pelo menos, já não me deixa apeada. (porta-te bem, meu menino lindo, sim? Prometo continuar a tomar conta de ti ♥ )

Mantenho a minha opinião sobre quem trabalha em assistência em viagem: tirando o mal disposto que há um ano se recusou a fazer a lista dos bens que ficaram no carro (que resultou em reclamação que resultou em mil pedidos de desculpas do responsável da Portilavauto porque a pessoa em questão é excelente profissional bla bla bla nunca tivemos reclamações dele bla bla bla deve estar com algum problema bla bla bla a senhora tem toda a razão bla bla bla as nossas mais sinceras desculpas bla bla bla vamos falar com ele), dizia eu que de todas as vezes que chamei reboque/desempanagem para mim ou para outros, encontrei sempre pessoas boa onda, bem dispostas e super simpáticas. E hoje não foi excepção.
“Já sei, é o prédio mais feio de todos” fez-me soltar uma gargalhada ainda ao telefone quando explicava como chegar à minha rua que não aparece no GPS. E ri-me com gosto porque, de facto, é mesmo o mais feio da Costa da Caparica (ou, se não da Costa toda, pelo menos daqui do bairro é de certeza).

Ser bom profissional não implica ser cinzentão e carrancudo. Ser bom profissional não impede que se seja bem disposto.

Meia hora, se tanto, entre cabos de bateria, papéis para preencher e muita risota pelo meio. E no final despedir-me com um “obrigada pela boa disposição” e receber de volta exactamente a mesma resposta que costumo dar “oh…não vale a pena ser mal disposto, pois não?”

Chegar à Norauto e ser recebida, como sempre, por profissionais simpáticos e afáveis. Mesmo que um ou outro mais carrancudo, sempre simpáticos.

E é também isto que faz toda a diferença. Porque ser-se bom profissional passa também por ser-se simpático com o público. Poder rir e brincar quando não se falta ao respeito. Oferecer sorrisos enquanto se trabalha.

E a mim, pessoalmente, sabe-me sempre tão bem ser atendida por pessoas assim. Mas sabe-me ainda melhor, no final, agradecer. Não só pelo trabalho, claro. Mas especialmente pela simpatia.

Blue Monday, dizem.
Tirando o rombo no orçamento, não tive uma Blue Monday. Mas sim uma Rainbow Monday pela quantidade de gente bem disposta com quem me cruzei hoje. Haja mais profissionais, sejam de que área for, assim. Por favor ♥10922547_10152765339958800_7549893645824606499_n

#day153

“Ir, sobretudo, em frente.”

{farta de estar doente}10358746_10152762862308800_2583759947110781533_n

#day152

A pensar em mudar o meu estado civil.
Passar de “solteira” a “numa relação complicada com mantas, cobertores e lenços de papel”. Parece-me o mais correcto, já que eu, as mantas e os cobertores não nos largamos todos os dias há vários dias. E os lenços de papel vieram por acréscimo.
Portanto, há que assumir a nossa relação ♥

{ou então é esperar pacientemente pela Primavera. Já só faltam 2 meses…}10931456_10152760945878800_1235044728990930295_n

#day151

Dos dias sem histórias e sem História. Onde “no pasa nada”, mas onde há lágrimas que teimam em aparecer a acompanhar flashbacks do que não se quer recordar.

Onde há telefonemas, ou um telefonema que faz diferença.

Onde há chá quente para aconchegar uma espécie de constipação que se quer instalar.

Há dias sem histórias e sem História que apesar de vazios também têm coisas que aquecem. Por dentro e por fora.10801869_10152759187703800_8093392398112598061_n

#day150

150 dias são muitos dias. Ao mesmo tempo são, ainda, poucos.
150 dias. Mais 18. Depois de 42. São muitos. São poucos. São dias.
De altos e baixos. De mais altos que baixos, mas ainda com vários dias, muitos, maus.
Como ontem. Como hoje também.

Mas todos os dias, mesmo os menos bons, mesmo os maus, trazem coisas boas. Como hoje.

Dizerem-me ontem, no meio do turbilhão de memórias e emoções que me assaltam de tempos a tempos, “amanhã fica atenta à volta do correio”…
Um postal a chegar, pensei.

Não foi. Foi mais que um postal. Foram vários. E uma gola linda feita em armknitting que há umas semanas tinha dito que achava linda. E que é. E que hoje é minha.

O que o carteiro me trouxe hoje não foi apenas “uns postais giríssimos e uma gola linda”. Foi mais. Muito mais.
Foi aquela coisa de que falo tantas vezes, aquela coisa do A maiúsculo, o tal do Amor. Em jeito de mimo e só porque sim, porque “é bom mimar quem nos é importante”.

E se estes mimos sabem sempre bem, seja em que altura for, quando nos chegam em dias escuros fazem toda a diferença.
Porque, no turbilhão dos dias cinzentos, insisto em acreditar que estou sozinha. Insisto que não há nada do outro lado.
Mergulho numa realidade que, sei-o bem, não é real. Mas é uma realidade que continua a fazer-se presente nos dias doridos. Que ainda doem. Muito.

Mas estes gestos, que são enormes, chamam-me de volta à Terra. E relembram-me que não, não estou sozinha. E que sim, sou importante. Para tanta gente.

E é também por isso que, quando os dias doridos, doídos, pesados e cinzentos me visitam de assalto, insisto em não me render, em não me entregar ao caminho mais fácil que é deixar-me ir e deixar-me ficar às escuras.

Obrigada, Xinha. Não só por hoje, mas por tudo. Não tens ideia da diferença que tens feito ♥

E obrigada a todos os que não desistem de estar aí. Que no fundo é aqui. Ao meu lado. Do meu lado.

…e obrigada também a quem não está.

{sou uma lamechas. Eu sei.}

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#day149

Hoje: apeada. Outra vez. Bateria a dizer adeus.

O lado positivo de não ter ido onde tinha que ir, fazer o que tinha que fazer? Ficar em casa e fazer exactamente o que me apetecia: nada! Hoje foi dia de morcegar. E soube bem ♥10917466_10152755284613800_710993379059467922_n

#day148

Voltar aos sítios que nos sabem bem?
Sempre. O mais possível.

{porque não pode ser só trabalhar}10933784_10152753240493800_4159082731374649328_n

#day147

O Mundo é um lugar estranho.
Cada vez me apetece mais virar ermita. Ir para longe de tudo no meio do nada.
Enquanto não vou, escondo-me por aí que é aqui. E levo, à mesma, com a estranheza do Mundo.

E um bocadinho de sossego…? Sabia tão bem.10896963_10152751467783800_234123887025024952_n