Monthly Archives: March 2015

#day205

Cansei-me da Escuridão.
O meu caminho é feito de Luz.

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#day204

As pontes constroem-se de margem a margem. Mas ambas as margens precisam de se encontrar a meio caminho.
E, para isso, e para que haja sustentação, é preciso que ambas as margens trabalhem com o mesmo material. Se um lado é ferro e o outro areia, não se constrói nada que se possa sustentar muito tempo.

Deste lado está o ferro. Do outro…apenas areia.10426133_10152877998078800_8464784770317562225_n

#day203

Há dias azuis. E dias cor de rosa. Como hoje. Dia de tempo para mim. De descanso e passeio. E compras (com muitos euros poupados nas mesmas, o que ainda é melhor!) do que precisava sem ser material de trabalho. Que são sempre as compras mais comuns.

Há dias de descanso mais que merecido. E hoje soube tão bem um dia cor de rosa ♥

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#day202

É por baixo dele que se escondem as fadas do “meu” Jardim.

{só assim se explica que tenha resistido a patos, gansos, pombos, papagaios, cães e a um Jardim carregado de humanos de todas as idades. Quase minúsculo, como as fadas, mas ali está, ali ficou. ♥ }

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#day201

Sair de casa assim, com Ela ali, onde por norma o Sol se põe. Ao mesmo tempo que, do outro lado, onde habitualmente Ela, a Lua, aparece, o Sol nascia.
Ainda não era dia. Já não era noite. Era aquele momento em que Eles se encontram para um olá e até já.
Gosto demasiado destes momentos. Que para tantos não fazem sentido. Mas que também só precisam de fazer sentido para mim.

Deixar o campo rumo ao coração da cidade. Regressar ao Jardim, aquele Jardim, o meu Jardim.

Dia azul. Dia de Sol. Dia de calor. Do Sol e das {minhas} pessoas.

Regressar a casa já tarde, muito tarde, regressar a uma espécie de campo perto do Mar. E ouvir, à chegada, o “meu” burro Gaiato. Como num cumprimento.

Regressar a casa, a minha casa, depois de tantos dias longe. E ser recebida com turras, miados, pedidos de colo num ronronar incessante. Saudades, dizem. Sentiu-me a falta. Sente sempre. E eu dela.

Podia terminar por aqui e ir descansar de um dia azul de Sol e de Lua. De Lua que, também ela, me recebeu no regresso a casa. E que mais uma vez me confirmou que está sempre lá.
Mas há ainda hoje trabalho para amanhã. Terei tempo para descansar quando for tempo disso.11025989_10152870952658800_7971057363265676936_n

#day200

200.
Duzentos dias. Provavelmente duzentos tons de azul. Porque gosto de dias azuis. Do mais claro ao mais escuro. Com mais ou menos nuvens, mais ou menos Sol, mais ou menos chuva, mais ou menos vento, mais ou menos Lua. O azul está sempre lá.

Duzentos dias.
Milhares, milhões?, de questões, dúvidas, certezas, respostas e ausência delas.

Duzentos dias. Quando era suposto serem só, “só”, cem.

Foi um murro na mesa que me trouxe o 100happydays. Encarei como um desafio. Um desafio para me obrigar a reagir. Quando tudo o que queria, naquele momento, era deixar-me ficar quieta, em silêncio, naquele lugar escuro e frio.

200. Duzentos dias depois, duas rondas de cem. Porque ao chegar ao fim da primeira ronda percebi que, ao contrário do que pensei no primeiro dia, é possível encontrar algo de positivo em cem dias seguidos. Mesmo naqueles dias maus. E até nos muito maus. Nem que a parte positiva seja ter passado mais um dia.

200. Duzentas cores. Porque as cores acalmam as dores. As cores acompanham os dias. Os dias que de início seriam apenas 100 e onde aprendi a parar. Para pensar. Tirar uns minutos todos os dias, minutos que nunca foram perdidos mas sim ganhos, para pensar. Sobre coisas grandes, importantes. Sobre coisas pequeninas, insignificantes. Sobre tudo. Sobre nada.

200. Os primeiros cem encarados com um desafio. Uma parte de um processo de recuperação. Onde descobri, percebi, que não estava, não estou, sozinha.
Cem dias que demoraram a passar, que passaram a voar. Que me trouxeram tanta gente, tantas coisas. Cem dias para voltar a ter os pés na Terra. E, no fim dos cem dias, percebi que apenas cem dias não eram suficientes. Porque me habituei a parar. Para pensar. Reflectir. Porque percebi que esses minutos tirados todos os dias e que gravo no éter para poder voltar a consultar, esses minutos que tenho para mim, de mim, me são importantes. Já não apenas para um processo de recuperação mas também para um processo de cura. Interior.

Se a segunda ronda de cem dias foi mais fácil que a primeira? Não sei. A segunda ronda, que percorreu novos cem dias que se queriam necessariamente melhores, teve também momentos maus. Até mesmo muito maus. Mas estando gravados no éter posso compará-los com os outros e relembrar-me, sempre que for preciso, que o número de dias bons é superior aos outros. E relembrar-me daquilo que há um ano atrás repetia como uma espécie de mantra: “aqui e agora”. O que está lá atrás não volta. O que vem à frente…quem sabe se lá chegamos?

Aqui e agora. Um dia de cada vez. 200 dias. Um após o outro. Sem pressas.

Venha a terceira ronda de cem dias. Ainda em processo de cura que sei que irei alcançar quando me encontrar. Porque é aí que estou agora: à minha procura. Não de quem sou. Talvez do que sou. De qual o meu caminho. A minha missão.

Sei que não estou sozinha, mesmo que não veja quem está ao meu lado. Sei que tenho um caminho a percorrer. Sei que tenho trabalho a fazer. Sei que tenho uma nova ronda de cem dias que começa amanhã.

Hoje? Fecho os 200 dias. As duas rondas. As duas fases de um processo muito meu.

A quem me tem lido: obrigada por me lerem ♥

A quem não lê: obrigada também ♥

A quem, ao dar um murro na mesa, me indicou o 100happydays: MUITO obrigada, mesmo ♥ percebo hoje a importância que tem tido para mim estes minutos que tiro todos os dias para pensar. E, parecendo que não, esses minutos x 200 dias têm feito grande diferença. No que eu sou, em quem eu sou, como sou. Mais uma vez, obrigada por aquele momento ♥

Continuem os dias azuis. Já lhes conheço 200 tons de azul. Quero conhecer os outros também, aqui e agora ♥1660895_10152868798003800_4019497125357913729_n

#day199

“And so it is
Just like the way it should be”

Trabalho e descanso e família e mimos e sobremesas e Lua Cheia e Março.

Continuemos então! *centoenoventaenovedias*11046933_10152866365138800_6328829749942624566_n

#day198

Dias azuis de Sol quente de Março, Lua Cheia ao pôr-do-sol cor de fogo.

Mensagens, trabalho, mimo, calor, sossego, ovelhas, galos a todas as horas. Borboletas e caracóis, andorinhas, o vento nas árvores.

O portão que não abri por não querer sair, por querer ficar. Deste lado. Quieta. Sossegada.

Em paz? Ainda não totalmente, mas a procurá-la com muita vontade. Atenta. Sem entender tudo ou a não querer entender, não sei. Mas sei. E tenho que aceitar que sei.

Dias azuis de Sol quente de Março. Que continuem azuis. Quentes. Em Março durante todo o ano.9496_10152864206288800_3350281241158679995_n

#day197

Hoje não me apetece falar. Ou escrever. Ou…
Depois de 150 km, dos quais mais de 100 em autoestrada sozinha de dia e de noite, tive mais do que tempo para pensar e reflectir. Sobre tanta coisa e coisa nenhuma.
Mas uma coisa é certa: não há nada como substituir o “eu não consigo” por “custa, mas bora lá”. Talvez por isso, por ter tido bastante tempo para ter a cabeça a mil, o estado de exaustão mental ao chegar a casa.

O que é que a foto de hoje tem a ver com o texto? Nada. Mas ou era um escantelhão ou era um escaravelho moribundo de patas para o ar! E há tantos anos que não brincava com um escantelhão ♥10986676_10152862265363800_6017683730125477304_n

#day196

E ao dia 196 voltei a fugir. Porque sim. Porque preciso que o Mundo se esqueça de mim por um bocadinho para que eu possa lembrar-me de mim.

Fugi. Novamente em busca de equilíbrio, um passo de cada vez ou até de pés juntos. Mas equilíbrio. Por mim. Para mim. E porque fugir por vezes é preciso, desde que a fuga não seja definitiva.11017480_10152859962888800_7891225230835191048_n

#day195

Março é, sempre foi, o meu mês. O mês da renovação. Uma espécie de início de um novo ano. Ou, pelo menos, de um novo ciclo.
É, também, mês de aniversário. Lá está, um novo ciclo.

Março é um bom mês. Março é o Meu Mês.

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