Monthly Archives: April 2015

#day235

Do que eu gosto mesmo? De me sentir tranquila. Em paz. E de saber que há sempre uma luz de presença.

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#day234

Dia de boas notícias. Dia de mimos com British accent. Dia de conseguir manter uma conversa normal. Dia de frio e chuva de manhã. Dia de calor, sol e mar à tarde.

Cansada? Muito. Mas tranquila. E em paz.

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#day233

Sabes que estás no bom caminho quando mantens a tua posição de “Mulher de tomates”, mesmo que mudes ligeiramente a tua atitude e percebes que já não te irritas. E consegues, finalmente, manter uma conversa normal, sem discussões e argumentações pela primeira vez em quase 3 meses.

Sabes que estás no bom caminho quando percebes que os bloqueios de há uns meses estão a desaparecer a olhos vistos e já não evitas o que antes te fazia erguer uma barreira do tamanho de uma parede.

Sabes que estás no bom caminho quando percebes que, sim, estás melhor e já olhas para trás sem dores. Ou, pelo menos, com muito menos dores.

Sabes que estás no bom caminho quando percebes que já passaram 233 dias + 19 depois de 42 e, afinal, sobreviveste. E estás cá. Não só respiras como vives. Não apenas sobrevives.

Sabes que estás no bom caminho quando percebes que já há muito tempo não contavas os dias excepto para continuar a terceira ronda dos 100happydays.

Sim, sei que estou no bom caminho. E sabe-me tão bem sabê-lo e senti-lo e vivê-lo ♥
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#day232

Ser filha da minha Mãe (ou, como dizemos por cá, “filha da mãe”) é rir a bom rir quando recebo dela a prenda de aniversário que eu queria comprar para ela no aniversário dela, com exactamente as mesmas fotos que queria colocar.

Nunca damos as prendas no dia certo. Não me perguntem porquê, simplesmente parece que se tornou uma espécie de ritual por cá. Não tinha, eu, tido ainda a oportunidade de ir buscar o que lhe queria oferecer. Até que hoje ela me aparece com a minha prenda. Que era de mim para ela. E acabou por ser dela para mim.

Há coisas que só cá em casa fazem sentido. E também por isso mesmo nos rimos tanto as duas ♥11113282_10152941492923800_8316179924440690831_n

#day231

De manhã, patarequices e tontarias no terraço.
Ao fim do dia, risota de ir às lágrimas com máscaras na cozinha.

Às vezes não sei qual de nós três é o mais tonto. Mas desconfio que sou eu. Eles? Têm bem a quem sair ♥11136779_10152938511883800_1873833965607444601_n

#day230

“As above so below”…

Fim de semana mágico. Cheio de coisas boas. E pessoas bonitas. E experiências positivas.

Cansada, tanto. Fisicamente. Mas aconchegada, muito ♥18123_10152936048783800_6411790947040650813_n

#day229

E porque o Jardim da Estrela também é isto: pessoas que preferem o jardim à praia.

E porque há coisas, também ali, que não se explicam. Sentem-se. E mais uma vez o confirmei. Ao mesmo tempo que fazia descobertas ♥

Amanhã há mais!11053626_10152933683223800_7357100705342428393_n

#day228

Há quem {me} diga que sou parecida com ela, que lhe tenho alguns traços. Ténues, talvez, porque fui buscar a maioria ao outro lado.
Mas, não sendo parecida fisicamente com ela, acredito que lhe captei outros traços.

Porque é com ela que aprendo, todos os dias, a não baixar os braços. Nunca. Por muito desanimador que seja o cenário.

É com ela que aprendo, todos os dias, a sorrir mesmo que a vontade para tal seja quase nula.

É com ela que aprendo, todos os dias, que sou muito mais do que de negativo me/nos acontece.

Dizem que tem um brilho especial. Uma luz única. E tem. E um coração do tamanho do Mundo. Onde cabe sempre mais alguém.

E é com esse coração que aprendo também, todos os dias, que há sempre espaço para mais um. E que, mesmo que nos magoem, esse espaço existe sempre. Porque, e foi com ela que aprendi, não se descartam pessoas.

Ela, a minha Mãe, o meu braço direito, a minha Luz, a minha força, a minha tudo.

E, agora que penso nisso, sim, até tenho alguns traços dela, mesmo que não sejam imediatamente visíveis.

{e é também com ela que aprendo, todos os dias, essa coisa do Amor, aquele com A maiúsculo, o tal do Amor Incondicional}
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#day227

Das frases que, nos últimos tempos, mais têm saído da minha boca:
– tenho medo que
– tenho medo que não
– tenho medo de não

Medo e negatividade. Já devia saber que essas duas coisas deviam ser banidas cá de dentro. E sei. Mas, ainda assim, tenho repetido demasiadas vezes essas premissas.

Não posso. Porque “só por hoje não me preocupo”.

Porque tudo vai correr bem. Porque vou ser capaz. Porque vou conseguir. Porque vou alcançar. Porque SOU capaz.

Não há tábuas rasas. E todos os dias se escreve um novo capítulo. Todos os dias escrevo, e vivo, um novo capítulo.

E “só por hoje sou grata”…♥10338336_10152929192968800_824771354084810732_n

#day226

Tenho uma amiga de quatro patas que é “trilingue”. Fala “canês”, inglês e português.
Conhecemo-nos há um ano e desde o primeiro dia que somos uma espécie de BFF.
Não nos víamos há um ano. Mas o reencontro foi típico de quem se encontrou na véspera. Saltos, beijos, festas.

E este reencontro com a Pouquie pôs-me a pensar na facilidade com que algumas pessoas são pura e simplesmente descartadas. De manhã são o tudo, à noite são o nada.

Sim, há pessoas que têm uma enorme facilidade em descartar pessoas. E isso faz-me confusão. Muita. Porque eu não sou assim. Nem sei ser assim.

E isso entristece-me. Muito. Pela falta de integridade de quem descarta. Pela falta de respeito por quem é descartado. Pela facilidade com que tudo isso acontece. E porque me faz pensar que pessoas que descartam pessoas apenas se aproximam para usar enquanto dá jeito e de seguida deitar fora.
“Chiclete, mastiga. Chiclete, deita fora.”

Também por causa disso me sinto cada vez mais próxima dos amigos de quatro patas. Porque esses quando gostam, gostam mesmo. E mesmo à distância do tempo e do espaço nunca descartam quem gostam e quem gosta deles.

Sim, hoje foi dia de amigos desses. A minha gata preta e branca, de 7 anos, que está sempre por perto desde o primeiro dia. A Acqua, uma Vizla de 10 anos, que acompanho todos os dias quase como se fosse minha. O Kite, o Perdigueiro tripé que conheço há 12 anos e que há muitos meses não via mas que, também ele, festejou o encontro. O Pintas, um rafeiro de um ano da rua de trás, que desde o primeiro dia pula, salta e dá mordidinhas a pedir mimos. E a Pouquie, uma Border Collie de 17 meses, que não via há um ano. Sim, estes são daqueles amigos que não descartam e não esquecem ♥11079450_10152927077338800_4842526768310465315_n