#day257

Ir ao Jardim da Estrela no primeiro fim de semana de cada mês é mais do que apenas “ir vender para a feira”. Muito mais.

É lidar com o mau feitio do vizinho do lado que de mau não tem nada. É desde as 7 da manhã lidar com as provocações do vizinho e responder à altura e à letra. E a cada nova provocação rir de doer a barriga. E provocar de volta. Porque enquanto um diz “Mata!” já o outro foi e esfolou!

É ter uma afilhada que é uma espécie de segunda mãe. Diz ela que também tem mau feitio, tal como o filho que também é o vizinho do lado que mata e esfola e provoca e faz rir e ri também. Ele e ela, a mãe, a minha afilhada que é um bocadinho mãe de todos.

É alguém dizer “dão chuva para amanhã” e poder responder “já devias saber que ninguém dá nada a ninguém! Por isso não há chuva!”. Ou então ouvir “vai chover” e ouvir como resposta “vai tu, mal educado”…

É falar de coisas sérias quando é de falar de coisas sérias. Mas acima de tudo é rir de doer a barriga, de ir às lágrimas ou de pedir que párem de nos fazer rir ou temos que pôr a bomba da asma.

É amizade. Companheirismo. Respeito mútuo. Uma espécie de família. A Família Estrela. Que só quem faz parte desde o início entende.

E se ir a Mafra a casa dos meus tios é ir à terra visitar a família, ir ao Jardim da Estrela é uma reunião de família, mensal, que me faz ligar à Terra.10985436_10153000991388800_2705970842075895601_n

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