#day271

Quando uma noite passa a cinco. Que podiam, tanto, ser multiplicadas por outras tantas. E mais outras. E tantas mais. Facilmente.

Tão facilmente. Porque o ali que podia ser noutro lado qualquer fez sentido. Faz sentido. Sei-o. Sinto-o. E, novamente, não só a mim.

Uma noite multiplicada por cinco, multiplicada por dias e horas, 24 sobre 24. Descobertas. Redescobertas. Descanso. Trabalho. Surpresas. Boas, más, boas, assim-assim, boas.

Cor de rosa. Tanto e sempre lá. Que também é aqui.

Mas já se regressou ao aqui e agora. Porque uma noite que se multiplicou por cinco, apenas porque “me lembrei do que disseste dos teus fins de semana”, já passou, já está lá atrás. Guardada essa noite multiplicada por cinco, por dias e horas, 24 sobre 24, no lugar a que pertence. Na memória.

Se é de regressar ao presente de lá? Será, com certeza. Mas quando tiver que ser. Se tiver que se ser. Como tiver que ser.

Aqui e agora, de regresso a casa. Quando estar em casa já me é em tantos sítios. Porque os sinto. Porque me sinto.

Aqui e agora. Aconchegada. Recarregada. Mimada, até. E apaixonada por um sítio que não conhecia por dentro, mesmo estando aqui tão perto. E apaixonada por tanta outra coisa que agora não interessa. Porque “aqui e agora e amanhã quem sabe se sequer cá estou”.

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