#day284

Esta noite no telhado faz frio. E vento. Não há converseta nem risota e a ginja já acabou.
Mas há finais de dia com vista sobre o Tejo, há Lua, há aviões tão perto que quase parece que os podemos tocar, há a coruja da Quintinha.

E há os Meus Dois. Que me chamam para brincar, para jantar, para lavar os dentes, para ir dormir.

“A tia faz, a tia dá, a tia fala, a tia veste, a tia ajuda”. Tudo é a tia ♥

E, no meio de tudo isto, começo a ter saudades de casa. Da minha casa. Do meu espaço. Do meu canto. Do meu tempo.
Contam-se pelos dedos da mão o número de noites passadas em casa, na minha casa, nas últimas três semanas. Três semanas em trânsito entre um jardim que é temporário e um telhado que é permanente. Em trânsito entre o que era para ser uma noite e passou a cinco e o que era para ser dois dias que passaram a dez e continuam a somar.
Com vinho de um lado, ginja do outro. Realidades tão diferentes quanto distantes.

E a minha casa, o meu canto, o meu espaço ali a marcar o meio geográfico ainda que não fique exactamente a meio.

Sim, começo a ter saudades de casa. Quase a ter saudades de mim…

Mas com mais ou menos saudades de casa, mais ou menos frio no telhado, mais ou menos “nem eu sei bem o quê” no jardim, têm sido três semanas intensas. E boas ♥11392901_10153072289998800_5437096341064784877_n

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