#day353

Dos silêncios e das ausências.

Há silêncios que me gritam. Há silêncios que me doem. Há silêncios que são apenas isso, silêncios.

Há ausências que me magoam. Há ausências que me pesam. Há ausências que são apenas não presenças.

Há tudo isto, silêncios e ausências, gritos, dores, mágoas e pesos.

Há dias melhores que meses, há dias piores que semanas.

Há todo um processo contínuo. Que teve data de início, que não tem prazo para terminar. “Precisas de tempo. Todo o tempo que for preciso. Nem mais, nem menos.” Palavras que trago em eco constante cá dentro. Tempo que me tem sido generoso. Tempo que não tenho para perder Tempo.

Há palavras que me faltam.
Há pessoas que me faltam.
Há palavras que me irão faltar sempre.
Há…não, já não há porque não chegou a ser, porque não era para ser, porque não podia ser, já não há quem me vá faltar sempre. Para sempre.

E no meio das ausências e dos silêncios, das dores, dos pesos e mágoas, um dia atrás do outro. Um pé atrás do outro atrás do um, mantendo, tentando manter, o equilíbrio.

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