#day365

Há um ano: um murro na mesa e um “reage, porra!”. E eu reagi.
Sei que te disse “obrigada” por esse murro na mesa algum tempo depois. Nunca te disse, no entanto, que {te} sou muito grata por ele. E também por me dares a conhecer os #100happydays que são já 365 e que continuo a contar.

E esse “reage, porra!” ressoa na minha cabeça todos os dias. Especialmente naqueles em que o cinzento teima em querer sobrepôr-se ao cor de rosa ou qualquer outra cor.

E, desde há um ano, há abraços que recebi e palavras que ouvi e mãos que agarrei e sorrisos que acolhi e perguntas que respondi mas que, provavelmente, nunca soube agradecer, a tanta gente, à altura do tamanho destes gestos. Enormes para mim. E que me ajudaram na contagem dos dias.

Mais um ciclo que se encerra. Terminaram as datas de memória de calendário neste {primeiro} ciclo.

Se vou continuar a contar os dias? Não sei. Se faz sentido? Não sei.

Sei, isso sim, que é difícil mas é possível sobreviver às vozes que nos sussurram ao ouvido. À dor física que queima a pele quando a dor emocional se torna impossível de suportar. Ao vazio que nos preenche.

Sim, é possível tudo isso. Muito graças a essas perguntas e esses sorrisos e essas mãos e esses abraços e esses murros na mesa. E especialmente a esse “reage, porra!”.

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