Monthly Archives: August 2015

#day359

Da memória: sem dúvida o meu pior inimigo. De duas faces.
A das boas recordações do que já foi e deixa saudades, quando basta uma música para me fazer viajar 21 anos no tempo e reviver tudo como se tivesse sido ontem. É tudo tão mais simples e fácil quando se tem 17 anos…

A face escura, cinzenta. Das memórias que pesam ainda. Que magoam. Que picam e rasgam por dentro. Recordações de há um ano. Onde revivo, novamente, tudo o que vivi, o que senti. As dores. As físicas e as outras. A culpa. A raiva. Sim. Ainda sinto isso tudo, o físico e o não físico. Mas já não vejo só problemas. Já vejo soluções. Mas sinto. E lembro-me.

Sinto e lembro-me de tudo de há um ano como de há 21. E o problema é exactamente esse: lembrar-me e sentir. Demasiado.

Mas…mas não fico presa ao que já foi aos 17 anos e que me deixou de sorriso no rosto. Mas não fico presa ao que já foi aos 37 anos e que me roubou o sorriso e a vontade de voltar a sorrir.

Fico presa a mim, apenas. Com alfinetes. Com alinhavos. A seguir o meu molde e o meu modo de sentir e {re}viver.

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#day358

Às vezes dou por mim a pensar. E se, há dois anos e meio, tivesse dito sim e simplesmente tivesse ido? Seriam apenas uns dias, é verdade. Mas teria ido com tudo o que isso implicasse. Por uns dias, apenas, é um facto.

E se, há 4 anos, tivesse dito não?

Ou, há um bocadinho mais para trás, tivesse dito não também? Ou, muito mais recentemente, tivesse dito sim?

Penso, também, que todas as respostas são da minha responsabilidade, é um facto. Como as “não respostas” a Londres, Paris, São Paulo.

Tudo poderia ser tão diferente, diferente fossem as respostas. Não me arrependo, no entanto, de nenhuma. Mesmo aquela que foi não quando cá por dentro, fruto do momento mas não só daquele, cá por dentro gritava sim. Hoje, provavelmente, repetiria o não, negando o sim que sempre foi, como sempre fiz.

Tanta coisa que poderia ser tão diferente. Mas, para isso, teria que ter dito não quando há, quê, 9? 10 anos? disse sim e virei à direita em vez de seguir em frente num percurso que, na verdade, não me levava a lado nenhum.

Voltemos ao aqui e agora. Não importam, já, as respostas de ontem ou de há uns anos. Importa apenas o momento.

“Breath.Trust. Let go and see what happens.”

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#day357

Focada, muito, no trabalho.

E à procura de soluções para dar a volta e conseguir arrancar. As soluções existem. Só preciso de as encontrar. Ou elas encontrarem-me a mim. Ou, melhor ainda, encontrarmo-nos a meio caminho.

Até lá, mantenho o foco e continuo a acreditar que tudo se resolve porque tudo é possível. Just have faith and trust the process.

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#day356

Busy busy making dreams come true.

Agora com licença, vou ali continuar a fazer o que me deixa feliz.

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#day355

Em modo “do what you love, love what you do”.

Porque sou uma sortuda. Faço o que gosto. E gosto cada vez mais do que faço. E desafios? Adoro. E, mesmo por isso, aceito-os de braços abertos. Não sem antes sentir aquele friozinho na barriga e respirar fundo 3 vezes antes de avançar.

Vamos em frente. No trabalho como no resto: se é para fazer, é para fazer bem feito.

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#day354

Eu, a criar moldes no chão desde 2007.

Manter a cabeça ocupada para silenciar aquelas vozes que me preenchem os silêncios e ocupam as ausências.

E a mergulhar de cabeça no trabalho numa nova parceria que, já percebi, me vai dar muito gozo.

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#day353

Dos silêncios e das ausências.

Há silêncios que me gritam. Há silêncios que me doem. Há silêncios que são apenas isso, silêncios.

Há ausências que me magoam. Há ausências que me pesam. Há ausências que são apenas não presenças.

Há tudo isto, silêncios e ausências, gritos, dores, mágoas e pesos.

Há dias melhores que meses, há dias piores que semanas.

Há todo um processo contínuo. Que teve data de início, que não tem prazo para terminar. “Precisas de tempo. Todo o tempo que for preciso. Nem mais, nem menos.” Palavras que trago em eco constante cá dentro. Tempo que me tem sido generoso. Tempo que não tenho para perder Tempo.

Há palavras que me faltam.
Há pessoas que me faltam.
Há palavras que me irão faltar sempre.
Há…não, já não há porque não chegou a ser, porque não era para ser, porque não podia ser, já não há quem me vá faltar sempre. Para sempre.

E no meio das ausências e dos silêncios, das dores, dos pesos e mágoas, um dia atrás do outro. Um pé atrás do outro atrás do um, mantendo, tentando manter, o equilíbrio.

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#day352

Cansada, muito.

Trabalho, tanto.

Tempo, a não perder.

E, também por isso, parar um bocadinho durante mais uma travessia do Tejo para, simplesmente, respirar e contemplar.

As pequeninas coisas, que por norma nem ligamos, estão lá sempre para nós. Nem que seja o pôr-do-sol a bordo do cacilheiro Lisbonense, e aproveitar a luz de Lisboa ao final do dia a banhar a Ponte.

Cansada? Muito. Trabalho? Tanto. Tempo? Não tenho Tempo para perder Tempo.

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#day351

“Good things are coming my way”.

E estão. Há muito trabalho pela frente, muita coisa para fazer. E, mais uma vez, aplico o único mote que {me} faz sentido: se é para fazer, é para fazer bem feito. Assim seja.

Vai correr bem. Vai ser bom. Mesmo que signifique não ter férias. But then again, férias dignas desse nome é coisa que já não conheço há vários anos.

Contente, muito. E grata. Tanto.

<3

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#day350

Calmaria depois da tempestade.
Descanso depois do trabalho.
Vestido branco porque sim.

Cansada mas com um sorriso que teima em manter-se por cá e que eu faço questão que permaneça.

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#day349

Chegar ao Jardim da magia às 8h, deixá-lo às 22h apenas porque o corpo, perito em sprints de sono, já não aguentava mais.
14 horas para lá daqueles portões. 14 horas intensas de tudo, como sempre acontece por ali.

Agora, demasiado cansada para muito mais que meia dúzia de linhas. Dorida no corpo, aconchegada na alma. Sorriso no canto da boca, brilhozinho nos olhos.

Falta muito para Setembro?

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#day348

Acordar à hora a que devia estar a chegar ao Jardim depois de mais um sprint de sono (ando a ficar perita em dormir a correr), corpo pesado e lento. Não saber muito bem como cheguei ao destino, mas cheguei.
Descarregar o carro ainda com o peso das emoções da véspera. Ir estacionar.

……e ao passar aqueles portões de ferro, grandes, pesados, sentir-me a entrar numa espécie de outro mundo e em menos de nada levantar os olhos do chão, endireitar as costas, seguir em frente com um sorriso ao canto da boca e novamente um brilhozinho nos olhos. Passo firme mas leve, novamente a cantarolar por ali e com vontade de saltaricar.

Sim, cada vez tenho mais certezas da magia daquele Jardim. Basta passar o portão para senti-la. Ela está lá e eu de bom grado a recebo.

Hoje decididamente não a mesma de ontem. Por dentro e por fora. De maneira notória até para mim, até para os outros. Hoje mais eu novamente, embora a de ontem também fosse eu. Mas essa ainda num processo que é só meu, embora não apenas meu. Mas, ainda assim, meu somente.

A de hoje a espalhar sorrisos, risos, gargalhadas. Também num processo apenas meu, num processo de várias cores que hoje adoptou novamente o cor de rosa em oposição ao cinzento de ontem.

E, assim, receber visitas inesperadas logo cedo e sentir-me grata por elas. E visitas regulares de amigos. E presença marcada de clientes habituais. E palavras habituais de clientes novos em tantas línguas diferentes.

E é tão bom ver a vida daquele Jardim em Agosto, que fervilha de gente que escolhe a magia em vez da praia, quando há 8 anos era exactamente o oposto.

E é tão bom tudo o que por ali acontece que não há outra forma de descrever senão como sendo magia.

E é tão bom abraçar os dias cor de rosa que atenuam as vésperas cinzentas.

E é tão bom ter vontade de dizer “gosto de ti” e poder fazê-lo ou optar por mantê-lo só comigo.

E é tão bom tudo isto. Mesmo que por vezes não sabia aproveitar.

Agora? Mais um sprint de sono. Amanhã há nova dose de magia.

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