#day396

Começar a semana convencida que segunda era domingo.
À quinta sentir que era sexta.
Sexta feira com sabor estranho, de dia incerto que tanto podia ser sábado como terça.

A precisar, urgentemente, de descansar. Um dia que seja. Falta muito para segunda feira?

A precisar de um refúgio. Uma espécie de esconderijo. Para desligar e desaparecer. Um dia. Um fim de semana. O tempo que for necessário. Para recarregar. Para me reencontrar ainda que não ande {muito} perdida.

A precisar do cenário perfeito. De partilha. De cumplicidade. De conversas sem horários. De silêncios sem constrangimentos. De vinho tinto porque sim. De vinho branco porque também.

Dizer “precisamos de conversar”. Sem alarmes nem surpresas.

…no alarms and no surprises…

Precisamos de conversar sobre tudo e sobre nada. Conversar sobre os dias de Sol, sobre as noites de chuva. Conversar simplesmente. Ouvindo. Sentindo. Sorrindo.

Fazes-me falta. Mesmo que não consiga, ou não queira, apontar-te directamente e assumir-te um nome. Podes ser, até, um fim de semana. Um refúgio. Um esconderijo. Um copo de vinho. Tinto ou branco, tanto faz. Mas fazes-me falta.

Nem que seja apenas para voltar a identificar as segundas feiras e reconhecer o sabor das sextas.

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