#day404

“Se não tentares nunca saberás se és capaz.”

Sempre gostei de rabiscos. Admiro, muito, quem facilmente pega num lápis e passa imagens mentais para o papel.

Sempre rabisquei aqui e ali. Pequenas garatujas sem importância nem significado muitas das vezes.
Com o passar dos anos fui deixando os lápis de lado. “Sou mais letras que desenhos”, digo tantas vezes.

Até que um dia me dizem “tens que coser isto e isto, mas não temos moldes, só fotos”. Está bem, disse eu. E sentei-me à mesa. E se há desenhos muito fáceis de fazer com régua e esquadro, outros há que são de mão livre.
E de mão livre nunca me tinha atrevido a fazer desenhos maiores do 5, 7, vá, 10 cm. Mas as almofadas têm que ter, pelo menos, 45cm.

Colo folhas A4 para passarem a A2. Respiro fundo. E de repente lembro-me que o lápis desliza muito melhor se deitado. E deixo fluir. E o resultado deixa-me com um sorriso no rosto. Porque é exactamente isto que se pretende.

E, afinal, é tão simples. É só respirar fundo e deixar fluir. Seja o lápis no papel, seja o que for “lá fora”. Deixar fluir.

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