Monthly Archives: September 2015

#day391

Domingo com sabor a domingo.
Manhã de Yoga na praia e passeio no paredão. Início da tarde no sofá. Também mereço. Também preciso.

Fim de tarde e parte da noite de regresso ao trabalho.

E não me sai da cabeça que sou feliz. Assim.

Não é preciso muito.

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#day390

Dia de barcos. Cacilheiros e navios de cruzeiro. Que se cruzam à chegada. Que se cruzam à partida.

Sem passaportes nem etiquetas. Com bilhetes e autocarros.

Alcântara, Praça da Figueira, Alcântara. Conhecer Lisboa de um novo ponto de vista.

“we have buses every fifteen minutes, the last one being at 4 o’clock”

Sol. Vento. Calor. Frio. Chuva tranquila de manhã cedo. Salpicos salgados de Tejo ao fim do dia.

“can you give me your cabin number please?”

Shuttle 7. Claro que tinha que ser o 7. Como não?

Lisboa é tão bonita. Que é. “It’s beautiful. Much more than Paris.” Não sei se será. Saberei um dia. Saberei? Sim. Saberei um dia. Porque Paris aparece-me sempre. Todos os dias. Quando e onde menos espero.

“The Love Boat” em loop. Royal Princess à minha frente.

“posso ir na bagagem? Prometo que ocupo pouco espaço” e rio-me.

Dia longo. Estupidamente tranquilo.

Estrelar, que significa desenhar estrelas para continuar o trabalho que é de e em casa.

E com isto tudo uma tranquilidade que chegou e se alojou e que acolho e abraço. Assim. Sem mais.

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#day389

Sinal vermelho. Parar. Para dedicar parte do Meu Tempo a Mim mesma.

Esticar. Relaxar. Respirar.

Aumentar o vocabulário. Ásana. Pránáyama. Prána. Repetir ciclos: Puraka, Kumbhaka, Rechaka, Shúnyaka.

Perceber que, mesmo 20 anos e muitos kilos depois, ainda chegou com as palmas das mãos ao chão com facilidade e consigo fazer aquelas coisas estranhas que fazia sob a orientação de Kot “respira, não pensa. Não pensa não dói” Koteki.

Primeiro dia de Yoga. Achava que ia ser bom. Foi ainda melhor. Foi tudo o que estava a precisar.

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#day388

Tenho saudades. De noites que prometem pouco e cumprem tanto. À lareira ou longe dela. Com vinho ou sem ele. Com conversas sem horários nem programa ou silêncios que se completam.

Tenho saudades. De sorrisos ao canto da boca. De brilho nos olhos.

Tenho saudades. De banhos de mar, sol no rosto, sal na pele, pé na areia.

Tenho saudades. De tantas coisas. Estupidamente simples. E fáceis de alcançar.

É bom ter saudades. É menos bom ter saudades.

Tenho saudades mas não me falta a cor nos meus dias turbulentos de trabalho ou perda de Tempo. E o que eu não gosto de perder Tempo. E o que eu gosto ainda menos que me façam perder Tempo…

Mas agarro as cores, todas. Com unhas e dentes e guardo-as comigo. Porque um dia deixo de ter saudades. E tenho noites que nada prometem e tudo cumprem.

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#day386

Podia optar por andar a encher chouriços.

Prefiro encher leões.

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#day385

Um dia havia de ser o dia.

Hoje foi, finalmente, o dia.

Está {mais do que} na hora de tratar de mim.

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#day384

Começar o dia em grande, a julgar pelo saldo largamente negativo.
Dia longo de cansaço.
Duas Catarinas que se encontram numa diferença de 30 anos mas que parecem ter ambas não mais que 12, ainda que a mais nova tenha apenas (ou já) “oito barra nove” e a mais velha ainda não tenha assimilado que vai a meio dos 38.
Regresso a casa ao sabor do rio, numa temperatura de Verão que se esvai ao ritmo do Tejo.
Um dia que pareceram dois. Ou três…

……e uma vontade loucamente tranquila de sentir. Pele com pele. Mão na mão. Dedos a enrolar o cabelo.

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#day383

Demasiado cansada de um dia que já vai demasiado longo. Que começou ontem de manhã e se espera que termine agora.

Não dormir. Tão diferente de dormir pouco. Tão diferente de dormir muito pouco. Não dormir. Sem saber porquê. Sem perceber porquê. Simplesmente não dormir.

Mas nem por isso deixo de perceber que as cores, afinal, ainda existem. Mesmo em dias que começaram na véspera e acordaram cinzentos como que numa despedida antecipada do Verão.

Como não perceber o cor de rosa ali? No topo, apenas no topo, de {mais} uma árvore.

E, se pudesse ser uma árvore, seria esta com certeza.

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#day382

Dou por mim a esquecer-me das cores.
Dou por mim envolta numa espécie de bruma sem cor.
Dou por mim numa fuga ao que me rodeia, escondendo-me do Mundo, escondendo-me dos outros, refugiando-me no trabalho.

Falta-me, vou percebendo, tudo o resto. Os outros, o Mundo, eu própria. A cor. As cores.

Falta-me, um bocadinho, a vontade de sair da bruma. Porque é mais fácil ficar por aqui. Sossegada. Quieta. Sem atrapalhar. Sem pesar a ninguém. Nunca o quis ser, um peso. E fui. Não quero ser mais.

Deixo-me ficar quieta. Em silêncio. Sem borboletas nem saltaricos nem cantorias nem cafés ou copos de vinho. Sem bolas de sabão nem conversas de horas sem rumo que falam de nada e tudo. Sem jantares, lanches ou almoços.

Deixo-me ficar. Em silêncio. Com uma vontade louca de pedir desculpa por nada e por tudo. Com uma vontade louca de dizer sim e de dizer não. Com uma vontade louca de distância do que não me faz bem e uma vontade louca de tocar, pele com pele, tudo o que me faz bem.

Dou por mim nesta bruma sem cor. Sem som. Sem toque. Sem pele.

Mas dou por mim, também, a deixar passar os dias. Um atrás do outro atrás do um. Porque, aprendi, o Tempo ajuda. Não cura. Mas atenua. E dissolve a bruma. E devolve a cor. As cores.

Não é tristeza. É, apenas, uma espécie de melancolia. E também isso irá passar.

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#day381

Mais um dia sem história. Trabalho, apenas. Trabalho, tanto.

Também gosto de {alguns} dias sem história.

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#day380

Meus Amores, um dia vocês vão descobrir que o Mundo é um lugar feio. Muito feio e doente.
Onde meninos e meninas da vossa idade e adultos da idade da tia, mais novos ou mais velhos, não têm tanta sorte como vocês, como eu, como nós.

Até esse dia chegar quero fazer tudo para vos ensinar essa coisa do Amor. Para que, quando esse dia chegar, vocês possam ser melhores do que nós, os que já descobrimos há mais tempo. Porque, meus pequeninos, meus enormes, meus imensos, o Mundo que é feio e está doente precisa de algo tão simples como apenas mais um bocadinho de Amor.

Amo-vos muito, meus Dois, meus Tudo.

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#day379

Setembro, não estava preparada para ti. Não me despedi de Agosto nem tampouco o desfrutei como devia.

No regrets. Na verdade, apesar de longo, Agosto foi tranquilo. Muito mais que o anterior. Talvez por isso hoje não te veja, Setembro, como o início de um novo ano como sempre te vi. Vejo-te, sim, como continuidade de um processo de aprendizagem e crescimento e melhoramento.

Não estava preparada para ti, Setembro. Mas, agora que já chegaste, acolho-te e sinto-te e aceito-te.

Continuemos, então.

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{Um dia}

O Google, por vezes, assusta-me. Como quando parece que me lê os pensamentos. E acontece tantas vezes.

Como hoje.

Porque me apetece Paris no Outono. Paris que “conheci” no Inverno, de passagem pelos túneis do Metro entre uma gare de comboios e outra a caminho de Bruxelas.

Bruxelas apetece-me também. Revisitá-la. Reconhecê-la 20 anos depois. Agora com o Tempo que os amores de Verão prolongados até ao Inverno e o ímpeto dos 17 anos não tinha.

Londres continua lá. À minha espera. Já esteve no topo da lista. Sempre pensei que se mantivesse lá para sempre. Já não está no topo.

Paris no Outono, Bruxelas no Inverno, Londres quando for.

Um dia, os três. Um dia.

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