#day420

{que afinal é #day421}

E aos 420 dias {+1} ela caiu.

Um joelho para um lado, pé para o outro, anca noutra direcção completamente diferente, coluna torcida. Mãos e cotovelo no chão. Pés embrulhados e tornozelos enrolados.

INEM. Bombeiros. Hospital. Maca. Radiografias. Injecções. Horas a fio.

No final, apenas um estiramento sem gravidade no joelho, que também ficou esfolado. Mãos queimadas. Anca e coluna doridas.

E um grande número de pessoas, a começar pelos bombeiros, passando por médicos, enfermeiros e auxiliares do hospital, não esquecendo quem me tirou do chão e o farmacêutico que ficou comigo até chegar a ambulância, se despediu de mim num gesto de avô que não tenho com um beijinho na cabeça e me disse adeus à porta da ambulância. Dizia eu, um grande número de pessoas à minha volta sempre com um sorriso tranquilo. De paz. Mesmo quando as dores, a quente, eram já muitas. Ainda que agora, a frio, sejam já mais.

Podia ter sido pior. Mas não foi. E, no final das contas, o dia nem foi assim tão mau.

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