#day427

{que afinal é #day428}

Não sou de abrir facilmente as portas de minha casa, do meu espaço. Contam-se pelos dedos das mãos os amigos que recebi desde sempre.

Mas hoje abri. Não a amigos e/ou conhecidos, mas um bocadinho mais que isso. Muito para além de “apenas” isso.

Falámos de cartas de amor e dos meus postais que, volta e meia, animam caixas de correio deprimidas e solitárias, vítimas de bullying por parte das contas para pagar.

Chamei-lhe, há um ano, “Campanha Contra a Depressão e Solidão das Caixas de Correio. Ah! E do Bullying das Contas Para Pagar!”, um bocadinho por piada, outro tanto porque sempre achei que um postal na caixa do correio provoca sorrisos em quem o recebe. E também por isso ando sempre a pedir postais.
Nunca achei que fosse realmente uma “Campanha”, por isso ri-me quando surgiu o convite para falar sobre ela. E continuo a rir quando me perguntam como surgiu, há quanto tempo, para que serve. Rio-me apenas porque nunca achei que fosse levada tão a sério uma coisa tão simples como enviar e receber postais. Mas, percebo, até é um bocadinho séria. Até é um bocadinho importante. Porque, dei por mim a dizer, antes da câmara me entrar em casa, a minha Campanha pode não ser de cartas de Amor. Mas é um {pequeno} gesto de Amor.

E, no final, ao despedir-me da Patrícia Franco (jornalista) e do Jorge Guerreiro (operador de imagem e que, acredito, tudo fez para captar a essência do que guardo na minha caixa cor de rosa), ouvi uma frase do Jorge que me marcou, porque me fez sentido e porque ainda bem que assim é: “às vezes, nós (jornalistas) também mostramos coisas bonitas”.

E sim, esta última frase fez-me ganhar o dia.

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