#day434

{que afinal é #day435}

Voltar onde tudo que afinal foi nada começou mexeu cá dentro.
Impossível calar na minha cabeça aquelas palavras, tão pouco sinceras, que me saltaram à memória. Impossível deixar de ver à minha frente o que, naquela noite de há um ano e dois dias, me pareceu tão bom, tão bonito. Não foi, vejo agora. Porque não foi sincero.

Mexeu mais do que poderia esperar. Ainda não tinha lá voltado desde esse dia, final de dia, princípio de noite. E mexeu mais do que poderia esperar.

Respirar fundo e encarar o momento. O aqui e agora. Deixar para trás o que já foi. Optar por deixar-me estar quieta e simplesmente sentir o vento no cabelo, solto que é tão raro, o vento de Outubro que é definitivamente Outono em contraste com o Sol que teima em querer ser de Verão.

Optar pela cor em vez do cinzento. E sorrir. E brincar. E rir-me de mim mesma ainda que só comigo.

Hei-de regressar lá em breve. As memórias, essas, hão-de ir comigo sempre, claro. Mas irei continuar a optar pela cor em do cinzento.

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