Daily Archives: 12/11/2015

#day451

Dos dias em que o cansaço acumulado pesa. Muito.
Mas não ao ponto de não me deixar voar.
Perdi, perdeu-se, o medo do vôo. Seja num balão de ar quente, num foguetão até à Lua, seja simplesmente de braços abertos.
Perdi o medo e vôo.
E sorrio. E rio como se tivesse 3 anos. E continuo a sorrir com há muito, tanto, tempo não sorria. Sorriso que não se desmancha. Que faz doer os músculos da cara. E rio, sem jeito, completamente desarmada como há muito, tanto, tempo não ria. Não rio como quem ri de uma piada. Rio como quem acredita em fadas, magia e pozinhos de perlimpimpim e os descobre num acaso que, dizem, teria que acontecer porque as estrelas, fiéis companheiras da minha Lua, assim o teriam escrito há muito tempo.
Rio um riso de menina pequena que se encanta por contos de fadas. Rio um riso de menina pequena que não só acredita na magia como ainda a encontra.

Estou cansada. Muito. Tanto. Mas aconchegada. Tranquila. Serena. Não inquieta, mas irrequieta. E sonho mesmo antes de dormir. Porque aquela vozinha cá dentro continua a sussurrar-me “vai…!” e bate palminhas quando percebe que, desta vez, lhe dou ouvidos e vou! E vou porque não ir não faz sentido, não faz sentir. E neste momento já só faz sentido ir.

Pode uma cor ser música? Pode. O Azul.

{AV de FdN}

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