#day454

É engraçado como há peças que se encaixam de forma tão natural. Ia dizer estranha, mas no fundo não é mais do que apenas natural. Quase normal quando de normal nada tem.

Peças que se cruzam por acaso num caminho de acasos e que, por acaso, acabam por se encontrar.

Não tenho pressa. Já a tive, noutros tempos. Hoje não tenho. Aprendi que não adianta ter pressa de nada porque o que tiver que acontecer acontecerá quando for o seu Tempo. E da forma que tiver que acontecer. Também por isso essas peças só agora se cruzaram. Porque não fazia sentido ter sido mais cedo. Mas faz todo o sentido no Agora. Que é Aqui.

A Lua que se vê daqui é a mesma que se vê de lá, na terra das fadas e dos feiticeiros. Onde a magia dos pozinhos de perlimpimpim permite um vôo tão inesperadamente tranquilo. Sem vertigem porque o pó de fada tranquiliza qualquer receio e porque a magia dos acasos permite o encaixe perfeito de peças que andavam perdidas.

E a Lua. Sempre a Lua. Cúmplice de sonhos. Abrigo de cores que se encaixam como peças de um puzzle que, algures noutro tempo, se perderam uma da outra para se reencontrarem Agora. Que é Aqui.

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