Monthly Archives: January 2016

#day11 out of 365plus1

“Planet Earth is blue and there’s nothing I can do”

Que estranha forma de começar o dia, sentindo a perda de alguém que nunca se viu mas ouviu tantas vezes. Sentir a perda como se de facto me pertencesse, pertencendo-me apenas a música porque a ouvi, senti, vivi.

Dizem que é dia de agradecer, de dizer obrigada. Agradeço. Obrigada a quem está. Obrigada, também, a quem deixou de estar, seja porque simplesmente já não está, seja porque deixou de estar, seja também porque fazendo de conta que não está ainda está. Ou será ao contrário? Fazendo de conta que está mas já não está? Não sei. Mas agradeço na mesma.

Perco-me, nos últimos dias, a olhar pela janela. Pelas janelas. Tantas. Tão grandes. Perco-me no azul. Tento desenhar nuvens. De várias cores. Só me sai azul. Nuvens azuis no céu azul. E os ramos das árvores que roçam o azul lembram-me que o caminho também é por ali, em azul.

Também agradeço pelo azul. Como não? E abrindo uma janela que me traga azul, é por ali que vou. Porque não sei o céu de outra cor.

A perda do que nunca me pertenceu mais do que a voz, a música. O obrigada por tanto, por tantos, a tantos, por tudo. O azul. No céu. Nas nuvens. Nas janelas. Aqui. Agora. Azul.

Tranquila. Aconchegada. Mesmo que “the stars look very different today”.

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#day10 out of 365plus1

Domingo a dois tempos. Incluindo tempo para descansar.

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#day09 out of 365plus1

Apetece-me o nascer e o pôr do Sol. O adormecer e o despertar. O ser estando. O estar sendo.
Apetecem-me abreviaturas, iniciais, siglas, acrónimos. Apetecem-me palavras inteiras.
Apetecem-me as cores. Todas. Completas.

Apetece-me tudo e ao mesmo tempo apetece-me nada. Porque o tudo que me apetece é preenchido de tantos nadas. Que são muito. São tanto. São tudo.

Sorrir e fazer sorrir sorrindo. Em escadinhas no patamar do sorriso.

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#day08 out of 365plus1

Fim de uma semana de novidade e novidades. Perguntam-me se estou a gostar. Claro que sim, como não? É tudo novo não o sendo completamente. É diferente. É todo um novo mundo a descobrir.

Não me assusta a agenda preenchida até final de Janeiro do ano que vem. Não me assusta a quantidade interminável de informação que ainda me é estranha mas que aos poucos vai deixando de o ser. Não me assustam os dias mais preenchidos que a agenda me promete daqui a umas semanas. Não me assustam os dias mais calmos e menos ocupados que a mesma agenda me garante que também existem. Não sei sequer se neste processo novo alguma coisa me assusta.

Coordena-se o tempo de trabalho de um lado com os tempos de trabalho do outro. Não abro mão de nenhum deles.
Coordenam-se os tempos e o Tempo. O meu Tempo fora de horários e prazos e agendas ainda que o outro tempo, o da chuva, atrapalhe Tempos.

Vou navegando. Sempre um dia atrás do outro atrás do um. Sempre sem Tempo para perder Tempo. Sigo a minha bússola de cor, de cores, e vou. A saltaricar por cima das poças, a cantarolar à chuva com um sorrisinho ao canto da boca e um brilhozinho nos olhos.

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#day07 out of 365plus1

Durante o dia, papéis e computador.

À noite, linhas e tecidos.

Sem Tempo para perder Tempo. Agora ainda menos.

E vontade de voar.

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#day06 out of 365plus1

Natal em Dia de Reis, plim. Postal que é Presente. Presente que é Postal.

Porque se ri em escadinhas.

Tão bom.

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#day05 out of 365plus1

Arco-íris. Arc en Ciel.

Todo o dia, Arco-íris. De manhã, bem cedo, ainda o Sol se espreguiçava acabado de acordar e um Arco-íris perfeito, completo, ligava Santa Apolónia ao Chiado.

Sol. Chuva.
Chuva. Sol.
Frio no Cais. Calor cá dentro.

Atracagem fora de horário. Arco-íris.

Autocarros. Pessoas. Sorrisos à chuva. Sorrisos ao Sol. Sorrisos de Arco-íris. Sorrisos Arco-íris.

Escritório. Papéis. Listas. Chuva. Sol. Arco-íris.

“Quando nos habituamos ao que é bom, ao que gostamos, é normal termos saudades”, dizem-me. Como os abraços. Daqueles que apertam. Daqueles que fazem sentido, que fazem sentir, que fazem respirar.

Arco-íris. Arc en Ciel. Dia de contrastes lá fora. Dia tranquilo cá dentro. De Arco-íris. E uma vontade grande de surpresas. Arc en Ciel.

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#day04 out of 365plus1

Papéis, ferramentas, aplicações, telefones, computadores. Pastas, dispatches, horários, vales, esquemas, reservas, pre-sales, signs. Horários de entrada sem certeza de saídas, previsões de chegadas e atrasos e mau tempo e mar de Inverno.

Uma coisa já sei com toda a certeza: vou gostar muito disto.

Amanhã, {a}Ventura no Cais.

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#day03 out of 365plus1

Tudo pronto para amanhã. Dia de início de novo ciclo, depois de mais de 5 anos e meio “a solo”, a tempo inteiro.

Friozinho na barriga, claro. Ansiedade a bater à porta, de mansinho. Mas com a certeza que vai correr bem. E vai ser bom.

Embarcar numa nova aventura. De ver navios na Terra de Ninguém de um quinto andar por conta de outrem. Horários e rotinas. Já lhes sentia alguma falta.

Novo ciclo. Vai correr bem e vai ser bom. Com todas as cores que daí vierem.

Embarquemos então. E a sorrir em escadinhas.

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#day02 out of 365plus1

Há dias que são dedicados a simplesmente estar. Ser. Descansar.

Como hoje.

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#day01 out of 365plus1

Ainda em modo 2015. Ainda em jeito de balanço.

Uma palavra: gratidão. Por tudo. Que é tanto.

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