{demasiadamente ingénua}

Sim, eu sou ingénua. Muito ingénua. Demasiado ingénua. Ao ponto de acreditar que não é possível as pessoas serem tão más como acabam por se revelar. Ao ponto de acreditar que não é possível alguém se mover apenas por maldade, doa a quem doer. Doa a quem doer. Seja quem for. Mesmo que sejam os próprios filhos.

Sim, sou tão demasiadamente ingénua que acredito, piamente, que não é possível carregar-se tanta maldade. Jogar com a maldade. Usar a maldade.

Sim, sou assim tão ingénua. Ainda assim, apesar de me tirarem do sério, apesar de barafustar, apesar de vomitar palavras de algo que não quero chamar raiva, apesar de tudo isso a única coisa que consigo desejar a quem carrega tanta maldade é isto: mais Amor. Porque sou ingénua, tão demasiadamente ingénua, que acredito que um dia irão perceber o que é isso do Amor. Aquele do A maiúsculo.

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