#day82 out of 365plus1

“Há sistemas para todas as coisas que nos ajudam a saber amar. Só não há sistemas para saber amar.”

E a 4 dias dos 39 anos dás por ti, ao final do dia, na esplanada a comportares-te como uma adolescente. Não aquela adolescente das borboletas na barriga. A outra. Aquela que sente tudo intensamente, que vive o que sente, que sente simplesmente. Que sente e questiona o que sente, porque sente, como sente. Passam os dias, um dia atrás do outro atrás do um, e o que se sente fica. Altera-se. Magoa. Dói.

Percebo, mais uma vez, que há coisas por resolver. Não mal resolvidas, porque não as quero assim. Quero-as simplesmente resolvidas. E é por permanecerem tanto tempo depois não resolvidas que me comporto assim, como uma adolescente, ao frio numa esplanada de um qualquer café, no final de um dia longo, dorido, confuso. Não a adolescente das borboletas na barriga. A outra. A que tem vontade de bater na mesa de uma vez e perguntar “o que é?!” mas não o faz por…por…não o faz por qualquer motivo que eu própria, a tal adolescente que não a das borboletas na barriga, a outra, eu a 4 dias dos 39 anos não confesso nem a mim mesma.

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