#day146 out of 365plus1

Tenho personagens fictícias na minha cabeça a quererem saltar para o teclado. Terão que esperar, tal como as outras personagens, as reais.
As reais não querem saltar para o teclado. Mas têm passos para dar para lá daquela porta que abri, deixei entreaberta e que hoje não sei como está. Sei apenas que não está trancada, não sei se está de novo fechada ou se está ainda mais aberta do que a deixei.

Preciso de tempo. Preciso de tempo para o meu Tempo, aquele que teimo em dizer que não tenho Tempo para perder Tempo e que sinto a fugir-me. O Tempo é breve. Sinto o meu cada vez mais breve. Assusta-me. E volto a lembrar-me do que um passado Novembro me ensinou: não deixar nada para depois. Porque esse tal depois pode nunca chegar.

Coordenar tempos, coordenar o meu Tempo. Dar um passo em direcção à porta. Respirar fundo e simplesmente apostar no Tempo que ainda é o meu. Preciso de o fazer.

Até lá, tenho personagens fictícias na minha cabeça a quererem saltar para o teclado. A quererem ganhar vida. A quererem contar histórias. Fictícias apenas por não ter ainda dado o passo que preciso dar, com receio que não sejam mais nada do que personagens fictícias. E o Tempo, o meu Tempo, é breve. E esse tal depois pode nunca chegar.

image

{comentários}

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.