Daily Archives: 30/07/2016

#day212 out of 365plus1

Há um ano, 365.
Hoje 365+365plus1.

E ainda me apetece falar. Acima de tudo preciso, muito, de falar. Tanto. Não se fala, no entanto. Não que me digam, também, que “se não aconteceu não é para ser falado”. Dizem-me, apenas, “não há nada para conversar”. Como não…? Há tanto. E é-me importante fazê-lo. É-me urgente fazê-lo. Porque lembro-me, também, de ouvir, “não vais estar sozinha”. Dois anos depois percebo que estou. Há mais tempo do que imaginava. Mas estou. Estarei até conseguir a única coisa que peço. Porque preciso. Depois, só depois, continuarei o meu caminho. Que sempre foi só meu.

2 anos amanhã. Um novo dia todos os dias. Um dia atrás do outro atrás do um. Entre desequilíbrios e quedas, reerguendo-me a passos incertos. Voltando a tropeçar, voltando a cair, olhando para o chão tantas vezes, não me esquecendo de olhar para cima também. E para a frente, ainda que olhe para trás também. Como não? Só porque “2 anos amanhã” tenho que fingir que não aconteceu? Tenho que fingir que sou a mesma que era antes? Tenho que fingir que já não dói? Fazer de conta. É isso… Continuar a fazer aquilo que nunca soube fazer bem: fazer de conta. Embora durante tanto tempo tenha insistido em tentar fazê-lo. Desisti. Não é a fazer de conta que tudo está bem que tudo ficará, finalmente, bem.

Não peço muito. Não peço nada, na verdade. Apenas um bocadinho de tempo. Não me sinto no direito de pedir muito mais. Mas também não sinto que mereça esse tal nada que, dizem-me, não há para conversar.

Aconteceu. É para ser falado.
E sim, há tanto para conversar, mesmo que seja pouco. Porque, disseram-me, disseste-me, nada iria mudar e eu não estaria sozinha.

Mudou tudo. E eu percorro sozinha este caminho. Como o faço desde o primeiro dia, sei-o agora.

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