#day289 out of 365plus1

“Não posso esquecer-me dela, a Lua. Está sempre lá, mesmo que não a veja.

Não posso esquecer-me de ser como a Lua. Umas vezes Crescente, mesmo que a Poente, outras vezes minguante, mesmo que a Nascente. E, entre ambas as fases, as outras: as Meias Luas, perfeitas no equilíbrio. Cheia, a transbordar de Luz, mesmo que a luz da Lua seja apenas um reflexo do que vem do Sol, nunca uma Luz própria. E a Lua Nova. A Escuridão. Quando a Terra tapa o Sol e não permite que a Lua se ilumine.

Como eu. Tantas vezes. Tantas vezes Lua Cheia. Tantas vezes Lua Nova. Tantas vezes Crescente, tantas vezes Minguante. Tantas vezes Meia Lua, equilíbrio perfeito entre a Luz e a Sombra.

A Lua. Eu. Eu. A Lua. Ela está lá sempre. Mesmo que não se veja, mesmo que o Sol se esconda atrás da Terra. Mesmo que a Terra apague a Lua.

Eu. Estou cá sempre. Mesmo que não me veja, mesmo que não brilhe, mesmo que os químicos me apaguem. Sou eu por inteiro. Com fases. Com ciclos. Com Luz. Com Sombra. ”

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{escrito em papel a 4 de Setembro}

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