Monthly Archives: October 2016

#day285 out of 365plus1 

De lagarta a borboleta. Ou o caminho da busca do {meu} Eu. 

Um dia encontro{-me}. 

#day283 out of 365plus1

…há livros complicados de escrever… 

#day282 out of 365plus1 

Dos privilégios de estar sem carro: perder-me à janela do autocarro na travessia da Ponte. E respirar os primeiros raios de Sol. 

#day281 out of 365plus1

As caixinhas de surpresas vêm em vários formatos. Não necessariamente em jeito de caixa. E há uma caixa específica que não pára de me surpreender. Quando espero silêncio, dá-me retorno. Quando espero ausência, dá-me presença. Também me dá exactamente o oposto, a ausência e o silêncio. 

Mas uma caixinha de surpresas é sempre uma caixinha de surpresas. E tanto com a presença e o retorno como na ausência e no silêncio dá-me cada vez mais certezas daquilo que sei, não sabendo, há tanto tempo. 

As dúvidas são cada vez menores. As certezas cada vez maiores. Mesmo correndo o risco de estar perfeitamente errada. 

Mas não estou. 

#day279 out of 365plus1 

Almoços que duram mais de 6 horas. 300 km que se reduzem à distância de uma mesa. Porque, no fundo, os Amigos são as nossas âncoras, não importa há quanto tempo não nos víamos. Assim, ao vivo e a cores. E ao toque. E no calor dos abraços, vários, trocados ao longo das horas que foram tantas e que passaram a correr. 

Obrigada. Tanto. Por hoje. Por tudo. 

#day278 out of 365plus1 

………… 🙂 

{xiu…com calma. Respira. E lembra-te: o caminho ainda agora recomeçou. Mas sim, vai correr tudo bem. Acredita, confia e entrega. Afinal o Sol continua a nascer e a pôr-se todos os dias.} 

#day277 out of 365plus1 

Dar um passo atrás. “Para a frente é que é o caminho”, dizem. Dar um passo atrás.

Não é recuar. Não é voltar ao ponto de partida. É evitar descarrilar porque o caminho em frente não é transitável. Não neste momento. Poderá vir a ser mais tarde, com tempo, com Tempo. Mas não é Tempo agora de seguir por ali. Não ainda.

Dou um passo atrás. Dei um passo atrás. Não recuei, não voltei atrás. Segui a única alternativa que me deixa voltar a respirar mais tranquila. Porque, percebi hoje, fizeram-me perceber percebendo sozinha, que todos os ramos são necessários a uma árvore. Mesmo numa tempestade, num furacão de emoções ainda à flor da pele, todos os ramos são necessários ao crescimento saudável de uma árvore.

Por isso, um passo atrás. Que foi, no fundo, mais um passo em frente. Não em direcção ao abismo que tinha à minha frente. Um passo atrás, um passo em frente num novo caminho. Porque “o caminho faz-se caminhando”.

O medo, sempre o medo do desconhecido, o receio de dar um passo em falso, de me magoar uma e outra vez? Sempre lá. Claro. O caminho não é fácil. Mas é necessário. É necessário o risco. Arrisquei há 3 meses. Dei um passo necessário na altura. Em frente. Para o desconhecido. Doeu. Mas foi necessário ser como foi. E sabia que aquele seria o caminho mais difícil mesmo que necessário.

Fui mantendo o caminho e sufocando porque me faltava um ramo na árvore que sou. E só agora, só hoje, percebi a real importância e o real papel desse ramo. Não será essencial à sobrevivência, tantas árvores sobrevivem à ausência de tantos ramos vitais. Mas é-me essencial à estabilidade que procuro. Que preciso. Basta-me sabê-lo lá. Que sabia que estava por aí. Mas não sabia que, afinal, ainda estava lá. Ainda está lá!

Um passo atrás. Dei um passo atrás com medo de voltar a cair, com medo de um precipício atrás de mim. Com medo do vazio. Com medo…

…e, afinal, que surpresa saber que lá atrás não há vazio. Não há precipício. Há, sim, uma espécie de retorno.

Dar um passo atrás não é recuar, não é voltar ao ponto de partida. É procurar alternativas de caminho transitáveis. Mais estáveis. Mais seguras. Porque, afinal, o ramo que me faltava na árvore que sou está lá.

Continuemos em frente depois de um passo atrás.

#day276 out of 365plus1 

Não estou preparada para o Outono. Já o sabia. Não entendia o porquê. 

Hoje entendi. Mais uma vez não dei pelo Verão. Não o senti. Não o vivi. Tentei, mais uma vez, sobreviver-lhe. 

Para quem diz que não tem Tempo para perder Tempo, perdi 3 meses a tentar manter-me à tona de água. E estes 3 meses não voltam. Como os dois Verões anteriores a este. 

Não estou preparada para o Outono. Não me soltei, ainda, do Verão que não o foi de há dois anos. 

Não estou preparada para o Outono. 

Não estou preparada para não perder Tempo… 

#day275 out of 365plus1 

Não sou. Mas gostava. E tenho vontade. 

É longo o caminho. De crescimento e aprendizagem. Seja. Assim seja. 

“Mote it be.”