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Quando queres gritar e não podes. Riscos na pele. 

Quando queres chorar e te dizem que não pode ser. Riscos na pele. 

Quando queres arrancar a pele que te queima por dentro. Riscos na pele. 

Quando queres exorcizar a dor que te consome e te dizem para ser diferente. Riscos na pele. 

Quando te olhas ao espelho e vês a tua dor nos teus olhos, olhos incapazes de mentir. Riscos na pele. 

Quando pouco mais tens a perder. Riscos na pele. 

A vertigem do salto. As vozes que te observam em silêncio. O ardor da memória que não se apaga. A mão em que ninguém te agarra. Riscos na pele. 

Riscos na pele. A lembrar que por dentro essa mesma pele te fere por ser tua. Apenas tua. 

Riscos. Na pele. 

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