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“Salta…!”, sussurram-me as vozes.

Todos os dias ali passo. Todos os dias as oiço. Faço por não as ouvir, por não lhes dar importância. 

Não salto. Não quero saltar. Mas visto uma pele que me queima por dentro e que não posso despir. Por isso procuro riscos na pele, procuro o conforto das paredes que me confrontam. Ou o confronto com as paredes em busca de conforto. 

Não salto. Não quero saltar. Mas os riscos na pele……… 

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