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Às vezes gostava de ser de crenças. De fé, se assim lhe quiserem chamar. De poder atribuir a uma vontade superior tudo o que acontece. Mas, acima de tudo, sentir aquela espécie de segurança, aconchego?, de que tudo vai correr bem simplesmente porque alguém sabe-se lá onde assim o quer. Mesmo que tudo à volta se desmorone.

Às vezes gostava de sentir essa segurança, mesmo sabendo que maioritariamente só depende de mim. E é só comigo que posso, devo?, contar para seguir o meu caminho. Porque, por muito que me digam para não ter medo e que vão estar sempre por perto, a verdade é que só eu estarei sempre presente para mim mesma.

Às vezes gostava apenas de não ter medo.

Às vezes gostava apenas de ser diferente.

Às vezes gostava apenas de ser melhor.

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