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Acordar cedo para o ar que não entra. Não entra nem sai. O ar que me foge.

Voltar às pulseiras amarelas e ficar por lá horas que demoram a passar. Cateter, injecção, análises, aerossóis, radiografia, mais aerossóis.

O ar que voltou por momentos.

Infecção respiratória. “Se a febre aparecer volte logo cá.” Até agora nada de febre, mas um calor desmedido e fora de tempo.

De resto? Podia ser pior. Tratada, medicada, vai passar. As férias? Logo se vê o que faço delas. Afinal, são 2 semanas. Espera-se melhorias muito em breve.

Até lá? Vou respirando sem pressa. Com tantas ideias do que gostaria mesmo sabendo que algumas não são possíveis, com poucos planos que não sei se cheguei a fazer e que dificilmente se poderão realizar, com vontade de dias de 72 horas para poder chegar a tudo o que queria.

Prefiro respirar, sem esforço e sem pressa. O resto? Logo se vê. Primeiro preciso de ficar bem.

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