{#página336}

São Dois. Tão diferentes, tão meus.

“Vês, tia, aquilo é que era o emprego ideal para ti”, diz-me o Meu Um ao ver as bancas do Mercado de Natal.

Ou “A tia sabe fazer tudo. E faz tudo connosco”, diz o Meu Dois enquanto procuramos por pilhas e desmontamos brinquedos à procura delas.

Subir ao telhado, que é o mesmo que vir ter com eles, tem sido difícil. Tenho evitado porque as vozes ainda me sussurram a vertigem do salto. Mas desta vez não havia como evitar. E ainda bem.

Os Meus Dois, os Meus Tudo. Amor maior.

“Gosto de ti, tia”, seguido de “eu não gosto” e sei exactamente o que cada um me diz.

Tinha saudades deste Amor, aquele do A maiúsculo. Aquele que, sei-o, será para sempre porque eles são meus e eu sou deles.

Talvez me falte algo mais, mas estes Dois nunca me irão faltar.

{comentários}