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“Estão os dois de parabéns. Se resultou consigo é muito bom sinal.”

Estamos de parabéns, ele e eu, pela viagem num autocarro desgovernado que foi o último ano. Eu, sentada à janela da saída de emergência, a ver o Mundo a passar lá fora e sem força para partir o vidro. Ele, do lado de fora sem nunca desistir e sem nunca deixar de acreditar que eu iria acabar por parti-lo.

Foi também ele que me disse, enquanto viajava no carrossel comboio fantasma montanha russa que não precisa de moedas, que nunca me deixaria desistir. E não deixou, nunca. Mesmo naqueles momentos em que acreditei ter chegado ao meu limite.

Estamos de parabéns. Ambos, porque sem ele não sei se estaria cá hoje para fazer uma espécie de resumo do último ano.

O trabalho não está terminado. Mas saber que faço parte de uma equipa vencedora como é a nossa dá outro ânimo para continuar. Ainda que tenha sempre receio de uma queda abrupta e de regredir para um lugar tão ou mais escuro do que aquele onde estive este ano.

Sim, estamos de parabéns. Não, não teria sido possível sem a ajuda incansável dele. E sou-lhe imensamente grata por isso. E ele sabe. Assim como eu sei que ele é o farol luz de presença que vai lá estar sempre quando eu precisar.

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