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Borderline é sentir tudo ao extremo. É criar filmes na minha cabeça e ter que lidar com eles, sejam mais ou menos próximos da realidade. É ter que senti-los ao extremo sem saber o que fazer com todo o turbilhão que se sente. É a ansiedade ao extremo que fica durante horas a moer até que chega aquele momento em que todo o corpo treme porque já não aguenta deixar as dúvidas todas cá dentro.

Borderline também é isto. E desejar ser uma pessoa normal com reacções normais em situações normais que acontecem de mal entendidos ou subentendidos ou nada entendidos ou simplesmente entendidos porque o que se vê está ali. Ou se calhar não se viu, imaginou-se. E do que se imaginou aceitar à partida o pior cenário.

Porque o pior cenário é mais fácil de aceitar à partida porque, se estiver certa, não vai custar tanto e se estiver errada tanto melhor.

Podia não ser Borderline. Não, na realidade não podia. Mas todos os dias tento aprender a lidar com isto de sentir tudo demasiado, para o bom e para o mau. Tento aprender a ser um bocadinho menos Borderline a cada nova situação que surge. Como hoje.

Mas não consigo. Porque quando sinto, sinto muito. Tudo. E hoje gostava de não ter começado a sentir assim.

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