Monthly Archives: January 2018

{#11.355}

“Tens que te nutrir…”

Tenho. Embora não me convença a fazê-lo da forma que me sugerem.

Nutro-me o melhor que sei. E vou tentando, como sei, nutrir o que tenho à minha volta. Incluindo as surpresas que me surgirem no caminho.

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Sou aquilo a que se chama um Work In Progress.

Próxima tarefa: desconstruir uma vida inteira de imagens distorcidas de mim mesma. Não é fácil. Mas hei-de conseguir distinguir o que é a distorção da realidade.

E é essa distorção, que para mim é real, que está na base de tanta insegurança.

Sim, sou um Work In Progress. E trago bagagem comigo. Algo pesada. Ou talvez só apenas desarrumada. Mas aceito quem vier com vontade e coragem para me acompanhar. Com a sua própria bagagem, tenha o peso que tiver.

{#09.357}

São estados de espírito. Tudo são estados de espírito. E hoje o meu é igual ao dia: cinzento e chuvoso.

Quem é que eu quero enganar…? Se já nem a mim mesma engano.

Vai melhorar. Tal como o dia lá fora.

{#08.358}

Aqueço o meu Inverno assim, com bocadinhos de cor e uma caixa de correio que recebes mimos em forma de postais.

E percebo que tenho cantos de cor no meu quarto, que é um reflexo de mim mesma. Só falta aumentar um pouco mais a área de cor que lhe dedico. Ao meu quarto e a mim.

{#07.359}

É preciso combater esta vontade de não sair do meu canto, de não fazer nada, de não ver {quase} ninguém. O frio e a chuva não ajudam. A Primavera ainda demora…

…vai ser um longo Inverno.

{#05.361}

“Tens de te deixar ser surpreendida…”

Tenho. E se, por norma, dou mais atenção às surpresas menos boas, está na altura de valorizar as boas, positivas. E elas existem. Mas tenho medo de as perder.

Com medo ou não, estou receptiva a todas as surpresas que essas mesmas surpresas me tragam.

Ainda te lembras como é? Como se faz? Eu nunca soube muito bem. Mas estou aqui. Receptiva. A todas as surpresas e descobertas que me esperam. Que nos esperam.

{#04.362}

O dia pode ser assustador e não consegues olhar em frente. Olha para cima!

As imagens podem parecer difusas, até distorcidas. Olha para cima!

A ansiedade tolda-te o pensamento, condiciona-te os movimentos. Olha para cima!

Não desistas de olhar para cima quando não conseguires olhar em frente. Porque os olhos no chão fazem-te perder os sinais que te dizem para avançar mesmo que sintas que não consegues.

Olha para cima. Sempre. Mesmo quando estiveres perdida e assustada. Especialmente quando estiveres perdida e assustada, olha para cima!

Não desistas de olhar para cima.

{#03.363}

“- Tens que te aceitar como és. E tentar mudar aquilo que não gostas em ti para ser mais fácil.”

Tenho. Nutrir. Cuidar. Tratar. Aceitar. Para, um dia, poder olhar para as fotografias com outros olhos.