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Lá fora o vento e a chuva. Cá dentro aquilo que ainda me assusta por me ser estranho: uma espécie de calmaria.

Conheço os sítios mais negros onde a minha cabeça me pode levar. E assusta-me a possibilidade de lá voltar. Não reconheço tão facilmente os lugares de calmaria e quase tranquilidade onde estou agora. Porque estou sempre à espera de cair novamente no negrume.

Mas aproveito ainda assim essa calmaria. Ponho ideias em ordem. Vejo o lado positivo de uma noite de vento e chuva, sozinha em casa e em silêncio. Oiço o vento lá fora. O som dos carros a passar na água que cobre a estrada. E aqueço o corpo em mantas e edredons.

Amanhã será um novo dia de chuva e vento. Amanhã será um novo dia de desejada calmaria. Até lá saboreio o momento.

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