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Há duas formas de lidar com a ansiedade: fazer de conta que não existe, que não está lá e suportar todos os sintomas que moem e chegam a doer ou olhá-la de frente e desconstrui-la até encontrar o ponto de origem.

Opto pela segunda hipótese. Desconstruo a ansiedade até lhe encontrar a origem. E aí lido com o desconforto dos sintomas de outra forma. Não que passem completamente mas o mal estar torna-se mais leve e mais fácil de gerir. Ao ponto de ser possível ocupar as mãos para ocupar a cabeça com outras coisas.

Encontrando o ponto de origem da ansiedade é possível, quando está ao meu alcance, terminar com ela. Mas na maior parte das vezes não é isso que acontece.

Como agora.

Ansiedade instalada. Sei exactamente porquê. Mas não depende de mim terminar com ela. Por isso resta-me olhá-la de frente e lidar com os sintomas que incomodam e moem e doem. E que se misturam com as borboletas na barriga e me deixam inquieta e impaciente.

A ansiedade vai passar. E sei exactamente quando isso vai acontecer. Para, uns dias depois, voltar até se concretizar aquilo que me deixa neste estado.

Até lá? Até lá vou esperando. Porque, como dizia ontem, vai correr tudo bem.

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