Monthly Archives: April 2018

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Rotina, consulta de.

Mais do mesmo. E derrubada por uma constipação.

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Às voltas com a ansiedade, mais calma hoje do que ontem. Mas presente na mesma.

Ansiedade não sobre o que pode vir, ansiedade sim de expectativa de quando será que vem.

Já tenho idade para saber que não vale a pena a ansiedade e que criar expectativas nunca é uma boa opção. Mas, apesar da idade, continua o meu constante perfil adolescente.

Não é uma boa opção. Mas eu teimo em não medir os riscos das expectativas.

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Há duas formas de lidar com a ansiedade: fazer de conta que não existe, que não está lá e suportar todos os sintomas que moem e chegam a doer ou olhá-la de frente e desconstrui-la até encontrar o ponto de origem.

Opto pela segunda hipótese. Desconstruo a ansiedade até lhe encontrar a origem. E aí lido com o desconforto dos sintomas de outra forma. Não que passem completamente mas o mal estar torna-se mais leve e mais fácil de gerir. Ao ponto de ser possível ocupar as mãos para ocupar a cabeça com outras coisas.

Encontrando o ponto de origem da ansiedade é possível, quando está ao meu alcance, terminar com ela. Mas na maior parte das vezes não é isso que acontece.

Como agora.

Ansiedade instalada. Sei exactamente porquê. Mas não depende de mim terminar com ela. Por isso resta-me olhá-la de frente e lidar com os sintomas que incomodam e moem e doem. E que se misturam com as borboletas na barriga e me deixam inquieta e impaciente.

A ansiedade vai passar. E sei exactamente quando isso vai acontecer. Para, uns dias depois, voltar até se concretizar aquilo que me deixa neste estado.

Até lá? Até lá vou esperando. Porque, como dizia ontem, vai correr tudo bem.

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Vês que, afinal, nem sempre os filmes que fazes na tua cabeça têm razão de ser?

Pensamento positivo, menina. Desconstruir a imagem distorcida que tens da realidade, largar os teus medos, olhar para cima antes de desistires. Mas, por outro lado, ainda bem que tentas sempre mais uma vez antes de desistires de vez. Como hoje. Tinhas optado por desistir para acalmar a ansiedade, mas decidiste por um last shot. E valeu a pena. Ou não? A ansiedade agora é outra, mas é daquela boa, de borboletas na barriga.

Andavam adormecidas, não andavam? Quase esquecidas porque ultrapassadas pelo medo. Mas é tão bom senti-las, não é?

Vai correr tudo bem. Vais ver que sim! Está lá tudo. E por muito que tantas vezes tenhas uma visão distorcida de tanta coisa, se calhar nem tudo está distorcido. E também isso é tão bom.

Já viste como há tanta coisa bonita à tua volta? Nem tudo é mau e cinzento e feio.

Agora descansa e acredita que sim, que está tudo lá e vai correr tudo como desejas. Porque também mereces coisas boas a acontecer contigo.

Acredita. Sempre. Olha em frente. Olha para cima. Vês como o sol está de volta e os dias são bonitos novamente mesmo depois de tanta chuva?

Acredita. Sempre.

Vai correr tudo bem. E vai ser bom. Porque também tu mereces.

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Porque também olho para cima. Porque já tinha saudades de sentir o Sol na pele. Porque são as pequenas coisas que me fazem parar e simplesmente senti-las.

Sim, são as pequenas coisas que contam. Porque sei que não é só a mim que o Sol aquece a pele.

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Se me chamares, atendo. Até lá, não incomodo. Porque primeiro tenho que me proteger a mim.

Em tudo, se me chamarem atendo. Mas preciso de aprender a proteger-me primeiro.

E teimo em não aprender.

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Um bocadinho como o tempo: a aparvalhar. E a perder cor. A cor.

……não quero voltar para trás. Não posso. Mas só posso depender de mim própria.