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Lido por aí: “na dúvida, diz; na dúvida, faz.”

Também já fui adepta desta filosofia. Mas depois há o medo. O não, já sabemos, é sempre garantido. Mas mesmo sendo ninguém quer ouvir um não.

Ainda do mesmo sítio: “os outros não nos vêem como nós nos vemos”. E ainda bem que é assim.

Mas mesmo assim… Porque eu sei como me vejo e sei como alguns outros me vêem…

Toda eu sou insegurança. Toda eu sou medo da rejeição. Sei que o resultado, sendo diferente do que acredito, seria bom. Tão bom. Mas a experiência diz-me que o resultado é mais certo que seja o que não quero. Experiência ou insegurança? Ambas.

Por isso vou ficando mais ou menos quieta, fazendo-me por vezes presente mas sem impôr a presença.

Mas a dúvida… O medo. A insegurança.

Na dúvida, diz. Na dúvida, faz.

Não. Não ainda. Mas não fico à espera. Vou seguindo o meu caminho. Mais facilmente desisto e me mantenho em silêncio do que revelo o que guardo desde praticamente o primeiro dia.

Na dúvida, diz. Na dúvida, faz. Passo a filosofia a quem tenha maior segurança que eu.

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