Monthly Archives: June 2018

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Quantas vezes já disse a mim mesma que desistia de alguém ou alguma coisa para depois não cumprir?

Hoje decidi, mais uma vez, desistir de algo ou alguém.

Vamos ver quanto tempo dura desta vez… A verdade é que estou cansada. Cansada de esperar por algo que não chega, não acontece. Tenho feito a minha parte. Tenho a minha porta aberta. Não a vou fechar, mas não sei até que ponto é justo ficar à espera que algo aconteça quando não depende apenas de mim.

Desisto mais uma vez. Tenho que pensar mais (e de forma melhor) em mim.

Já basta o resto que não posso mudar e que não sei como vai resultar.

E era tão simples não desistir e manter-me no limbo. Como sempre. Como em tudo. Mas não é justo para mim. Por isso desisto e sigo caminho.

Até ver.

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“The loneliest place on Earth”. A Depressão.

Ou quando os grandes também caem.

E é também isto que me assusta na nova fase terapêutica… Voltar a cair porque a distância obriga a mudanças demasiado grandes.

Vai correr tudo bem? Vai ter que correr.

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Como com tudo, preciso de encaixar. E para isso preciso de tempo.

Hei-de aceitar.

Vai correr tudo bem.

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Mais uma perda. E foge-me, de novo, o chão debaixo dos pés.

Não sendo uma perda completa, vai exigir toda uma nova adaptação que a distância exige. As tecnologias existem e aproximam quem está longe. Mas será que vai resultar…? Pode um processo terapêutico ter resultados à distância de um ecrã de computador? Falta tudo o resto. Falta tudo o resto, bolas…!

Também isto me trará algo de positivo. Vai-me forçar a reaprender a caminhar novamente sozinha. Vai-me obrigar a reagir de outra forma. E vai ter que ter algum resultado………

Para já procuro de novo o chão que me fugiu. Porque era uma segurança semanal que me estava garantida. Era um porto de abrigo. Era o meu espaço, o meu tempo. E agora, de repente, tudo muda. Especialmente o formato. E fica a apreensão.

Será que vai resultar? Não sei se aguento voltar tudo atrás… Não posso voltar tudo atrás. Seriam praticamente 2 anos de muito trabalho deitados fora e não pode ser.

Vai ter que resultar. Vai ter que correr bem. Mesmo que quase 300 km tentem atrapalhar um processo terapêutico que se sabe desde o início que é longo. Não vai parar aqui. Não vou parar aqui. Ainda não é tempo para a nota de alta.

Mais uma perda. E foge-me, de novo, o chão debaixo dos pés.

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Ainda te lembras porque escreves todos os dias?

São as coisas pequeninas. São elas que te fazem escrever, ainda, todos os dias. E são também elas que me fazem parar para pensar e reflectir que, afinal, nem tudo é sempre tão mau como por vezes parece.

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Das pequenas conquistas: voltar aos livros na mesa de cabeceira.