Monthly Archives: July 2018

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Deste dia há 4 anos…

Ainda me lembro. De tudo, desde o momento em que me disse “vou para aí” até ao momento em que saí do carro, passando por toda aquela conversa que quero esquecer.

Ainda me lembro de cada palavra, cada frase, cada gesto, cada música, cada lágrima.

Eu e a minha memória…

Lembro-me de tudo.

Mas já não dói tanto como doeu naquela noite e como ainda doía há um ano.

Estou uma crescida. E sou o orgulho de tanta gente.

Hoje arrisco-me a dizer (baixinho para não afugentar) que estou em paz com este dia. Com e este dia e talvez com outros também.

Cresci na escuridão dos últimos anos. Mas bolas, cresci! Foram, têm sido, 4 anos de luta. E acredito que posso dizer, finalmente, que estou a vencer essa luta.

Parabéns para mim!

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Como é que se combatem as inseguranças? Especialmente quando se conhece a imagem reflectida no espelho?

É insegurança, muita. É a insegurança que me mantém em silêncio e me faz guardar o que trago cá dentro.

É o medo. Da rejeição. De mais uma série de coisas.

Acima de tudo é insegurança. Como é que se combate uma insegurança quase infantil provocada por uma imagem reflectida no espelho?

Tão segura no que quero e, acima de tudo, do que não quero. Tão insegura no que diz respeito a mim mesma.

Como é que se combate isto? Alguém sabe…?

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Faltava-me mais uma semana para ter realmente férias. Duas não são, não foram, suficientes.

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Esta noite sonhei contigo. Mais uma vez. E repetiu-se, nesse sonho, algo que hoje já consigo imaginar sem me doer.

Talvez um dia te diga tudo o que tenho cá dentro, que te quero dizer e para o que me falta a coragem. Se tu já soubesses era tão mais fácil…

Esta noite sonhei contigo. Mais uma vez. E mais uma vez no sentido do que te quero dizer. Mas fico sem jeito. Fico insegura. Atabalhoada.

Como dizê-lo sem me magoar? Sem te magoar? Como fazê-lo? Nunca soube, continuo sem saber.

Um dia. Um dia ganho coragem e respiro fundo e fecho o olhos e solto tudo.

Mas não hoje…

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E aquela vontade louca de deitar cá para fora o que trago cá dentro…

Talvez amanhã. Talvez nunca.

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Guardo em mim todos os momentos bons. Quero mantê-los em mim, à flor da pele, por tanto tempo quanto me for possível.

Colecciono-os como boas memórias. Mas procuro mais do que apenas memórias. Para isso, no entanto, devia pôr em palavras o que sinto, o que trago cá dentro. Mas falta-me a coragem…

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Enviar postais é, também, enviar pedacinhos de Amor, aquele do A maiúsculo.

É também por isso que os envio. É também por isso que os recebo.

Já há muito tempo que não falo desse Amor, o tal do A maiúsculo, mas foi também ele que me fez chegar onde estou hoje.

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Percebi hoje que há caminhos que devem, de facto, ser percorridos sozinha. Com apoio, claro, mas são caminhos de introspecção, de estarmos sozinhos com nós mesmos. De perceber onde foi que errámos e o que podemos fazer para melhorar.

O percurso é penoso, além de solitário. Mas por vezes é necessário. Sejam 200 metros no santuário, sejam 4 anos numa vida.

Perceber isto e tanto mais num final de tarde. Num momento que foi bom do início ao fim.

Perceber que o meu caminho não tem sido em vão. E perceber que estou no final dos 200 metros e já posso olhar para trás com orgulho.

Foi bom. É bom. Sempre. Desde o primeiro dia.

E hoje… Hoje não foi diferente, tendo sido tão diferente.

Um momento bom. Que fica comigo.

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Mais uma pequena grande vitória. Fruto do trabalho dos dois últimos anos. Uma vitória sobre os 4 últimos anos.

Que continue assim, a somar vitórias mesmo que aparentem ser pequenas.

E que continue a ser motivo de orgulho para outros mas acima de tudo para mim mesma.

Siga o Verão! Sigam as vitórias!

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Manter o foco. Olhar em frente e para cima.

Absorver cada segundo. Mergulhar em cada momento.

O Verão é sereno. Este Verão é sereno. E eu já merecia um Verão assim. Azul. Sereno.

Acredito que ainda possa ser mágico. Já falta pouco para perceber. Se não puder ser, se apenas puder ser sereno, já ganhei.

Por enquanto mantenho o foco. Olho em frente. Olho para cima. E vou seguindo devagar. Serena como o Verão.

E é tão bom que seja assim.

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Picar o ponto. Vencer medos. Saborear pequenas vitórias.

Sol e sal. Na pele.

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Olho para trás, um ano, dois anos. E tudo era tão mais negro do que hoje.

Não tem sido um caminho fácil, mas tem sido motivo de orgulho para mim e para ele.

O Verão, afinal, pode ser sereno. Tranquilo. E, acredito, ainda pode trazer boas surpresas. Cada vez acredito mais nelas, mesmo que corra o risco de sair tudo ao contrário.

Vai correr tudo bem. E o Verão também.

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Finalmente, pé na areia, corpo no mar, sal e Sol na pele.

Vitamina D. Melanina a funcionar.

Yoga ao final do dia no parque.

Um dia com sabor a férias. E boas notícias que chegam para me fazer acreditar que sim, é possível e sim, vai acontecer.

Já tinha saudades de dias assim.

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Fazer algumas coisas acontecer. Enquanto outras se mantêm estagnadas.

Prefiro acreditar que, se tiver que ser, será.

Por enquanto vou saboreando o Sol na pele.

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Espero pelo Verão que teima em não aparecer em pleno. Espero que algumas coisas mudem sem fazer muito por isso porque não dependem apenas de mim. E que outras tantas desenvolvam também dependente de terceiros.

Tenho feito a minha parte. O resto já não me cabe a mim.

Enquanto o Verão não aparece vou fazendo outras coisas que me são necessárias. Mesmo que a vontade seja fazer-me mais presente do que já faço.

Estou confusa. Ou, se calhar, apenas cansada. Cansada de esperar. Cansada daquela proximidade de trás de um ecrã de telemóvel. Cansada de sonhar acordada. Cansada de não te poder dizer que… Não. Não o vou dizer. Não aqui. Assim. Dir-te-ei se for de dizer. Dir-te-ei se me sentir segura para o fazer. E tenho tanta vontade de o fazer…

O Verão teima em não querer chegar. E eu vou fazendo coisas. Só não faço mais se a dica não for em frente.

De resto, este Verão que teima em não chegar está mais silencioso do que há um ano ou até mesmo dois. E isso, só por si, já é uma vitória. E só por essa vitória vou pintando os dias de todas as cores.

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Tomar conta de mim, tratar de mim. Nutrir-me.

A Depressão ajuda a que nos esqueçamos de nós mesmos. E eu não tenho tomado conta de mim como gostaria noutra situação. Mas hoje, primeiro dia de férias a sério (à séria?), foi dia de me lembrar de mim um bocadinho.

Agora é esperar que o Verão chegue ainda esta semana para poder apanhar Sol, fazer praia, yoga no parque, estar com a minha rede e manter o ânimo dos últimos meses.

Julho já foi pior. Este ano acredito que vai ser mais sereno. Só lhe está mesmo a faltar o Sol.

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Estou preparada para o Verão. Com tudo o que isso implica. Este ano vai ser melhor…

Mesmo que o Verão esteja envergonhado e com pouca vontade de aparecer, eu estou pronta para o que este Verão me trouxer.

Vai correr bem. Vai ter que correr bem.