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A ansiedade não mata. Mas mói e corrói. E chega a doer. Chega a sufocar. E somatiza-se de diversas formas, todas elas dolorosas.

Sei como lidar com a ansiedade. Sei que devo procurar a sua origem e combater aí o que me faz sufocar. O problema está em saber exactamente a origem e saber que nada posso fazer para resolver a questão.

É por isso que tantas vezes a ansiedade se faz presente durante demasiado tempo. Chega e deixa-se ficar, encostada, quase aninhada e preguiçosa. E eu lá vou seguindo com ela entranhada em mim até que um dia acalma só para voltar tudo novamente no dia seguinte.

A ansiedade não mata. Dizem. Mas faz estragos. Grandes, muitas vezes. Pequenos que, por serem muitos, se transformam em algo maior.

Lido com ela o melhor que sei ou o melhor que me é possível quando nada posso fazer.

Entretanto vou seguindo um dia de cada vez. À procura de soluções ou apenas de um dia melhor.

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