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“Tens que viver sem ter medo de viver.”

Pois tenho. Mas também tenho medo. De não ser capaz, de não conseguir fazer, de não estar à altura do que me pedem, de desiludir. De falhar. Então não vivo, vou vivendo escondida na minha zona de conforto, se arriscar muito ou até mesmo nada.

Já aqui estive antes, mas nunca com tanto medo como agora…

Como é que se sai deste marasmo? Não sei. Sei que acontece com um click, só não sei o que faz disparar esse click.

Vou vivendo. E vou ter que arriscar mais e tentar fazer mais e tentar ser mais e tentar tudo mais. Só isto não me chega.

Vou ter que aprender a pôr o medo de parte. Não sei como, só sei que tenho.

Porque viver no medo, com medo, não é nada. Não é viver. É, no limite, sobreviver. E eu estou cansada de apenas sobreviver.

{comentários}

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