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Medo. É isso mesmo, medo. Dou por mim a lembrar-me de como foi o primeiro ano no meu emprego. E o que senti durante meses a fio. Era medo. Sentia-me, sei-o hoje, como um animal assustado. Com tanto medo de tudo. De todos. De mim.

Se calhar o que me falta hoje é sentir novamente esse medo. Porque durante esse primeiro ano foi o medo que me fez mexer. E hoje não mexo como há um ano.

É impressionante como o medo nos pode paralisar ou então nos faz agir. Como fez comigo. Agora sinto-me paralisada sem saber muito bem porquê ou como fazer para voltar a agir.

Mantenho algum medo. Mas já não me sinto um animal assustado como há um ano. E se calhar devia.

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