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“Não te isoles”, dizem-me. Mas a verdade é que me isolo. Seja com os phones nos ouvidos distraída com a música, seja não me juntando a grupos.

Isolo-me por sentir que não pertenço. Aqui ou ali. Novamente a sensação de não pertença. Só em casa me sinto bem. E mesmo aí nem sempre.

“Não te isoles”, dizem-me com boas intenções. Mas lá me vou isolando e contando com este espaço no éter para aliviar o que às vezes preciso de partilhar.

Sim. Isolo-me. Sempre o fiz. Mas devia dar ouvidos a quem, acredito, me quer bem.

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